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João Campos propõe ‘Pernambucoflix’, plataforma de streaming para preservar cultura do Estado

Ao apresentar a proposta, João também fez críticas à política cultural do governo Raquel Lyra

Por Alexandre Cunha e Amauri Lins

Ao anunciar a ideia, João afirmou que pretende começar a estruturar a plataforma já em 2027, caso seja eleito governador

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou que pretende criar uma plataforma estadual de streaming dedicada à produção cultural pernambucana. Batizado por ele de “Pernambucoflix”, o serviço teria como objetivos preservar a memória do Estado, reunir produções locais e garantir remuneração aos profissionais envolvidos nas obras disponibilizadas.

A proposta foi apresentada nesta terça-feira (15), durante agenda de campanha voltada ao setor cultural. Ao anunciar a ideia, João afirmou que pretende começar a estruturar a plataforma já em 2027, caso seja eleito governador.

“Nós vamos criar o Pernambucoflix. Pode anotar aí. Para a gente ter uma plataforma de streaming própria de Pernambuco, que preserve a nossa memória e que a gente garanta a remuneração àqueles que participaram da concepção”, afirmou.

O socialista disse ainda que pretende envolver representantes do setor cultural na construção do projeto. “Quem duvidar disso pode aguardar o próximo ano, que a gente começa a montar. Vou precisar da ajuda de vocês para a gente poder construir e que o nosso Estado possa ir para a vanguarda”, acrescentou.

Ao apresentar a proposta, João também fez críticas à política cultural do governo Raquel Lyra (PSD). Na avaliação do candidato, a atual gestão manteve iniciativas já existentes, mas não criou um novo legado para o setor.

“A gente tem hoje as principais ações estaduais de cultura, a manutenção de legados importantes que acontecem, mas eu não vejo nenhum grande legado iniciado na atual gestão”, declarou.

João também questionou a realização de festivais pelo Governo do Estado com atrações nacionais de cachês elevados. Segundo ele, os eventos não devem ocupar o centro da política cultural estadual em detrimento do investimento na produção pernambucana.

“Nada contra esses festivais, mas não pode a ação principal do Estado ser contratar os maiores cachês do Brasil, pagar esses cachês com recurso público e não deixar nenhum legado em termos de valorização da nossa vida e da nossa força cultural”, afirmou.

Humberto defende cultura como atividade econômica

Também presente na agenda, o senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) defendeu uma participação mais ativa do poder público no setor cultural. Para o petista, além de preservar e incentivar a produção artística, as políticas estaduais devem contribuir para ampliar o peso da cultura na economia.

“Se há uma atividade que precisa da participação ativa do Estado, é a atividade cultural. Desenvolver novas políticas, novas leis que viabilizem isso”, afirmou.

Humberto argumentou que o incentivo à cultura não deve ficar condicionado apenas à capacidade individual de artistas e produtores de financiar e viabilizar seus projetos.

“O Estado tem que estar presente porque é papel do Estado valorizar a nossa cultura, viabilizar que ela, inclusive, seja um componente importante da economia do nosso país”, disse.

O senador também abordou os impactos da inteligência artificial sobre o setor e defendeu uma regulação que preserve os direitos autorais e a criação artística. “A regulação para que isso seja aplicado tem que respeitar o direito autoral, a criatividade, a capacidade do artista. Uma máquina jamais fará com o mesmo brilho uma música, escreverá um livro ou uma peça teatral”, declarou.