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Em tom provocativo, João diz que pode vender avião e helicópteros para bancar isenção de IPVA

João Campos também subiu o tom nas críticas de que a adversária passaria mais tempo procurando culpados ou reclamando das dificuldades, ao invés de trabalhar para melhorar a vida da população

Por Alexandre Cunha

João Campos também subiu o tom ao criticar a adversária que, segundo ele, passa mais tempo procurando culpados ou reclamando das dificuldades, ao invés de trabalhar para melhorar a vida da população

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, neste domingo (23), em tom provocativo, que poderá vender um avião e dois helicópteros do Estado para bancar a isenção de IPVA para motocicletas de até 150 cilindradas. A declaração foi dada durante a inauguração do comitê de campanha dos candidatos Gabriel e Álvaro Porto, na Zona Oeste da capital, e resgata a polêmica das compras de aeronaves pela gestão de Raquel Lyra (PSD).

"A gente vai isentar o IPVA de todas as motos até 150 cilindradas. Sabe quem é que vai pagar essa conta? Eu vou dizer de novo. Se for preciso, a gente vai vender um avião e dois helicópteros que o governo comprou para as autoridades federais", alfinetou o socialista. 

Divulgada originalmente em reportagem da Folha de S.Paulo, a compra de um King Air 260 adquirido pelo Governo de Pernambuco por R$ 64,3 milhões, em julho de 2025, com recursos da Secretaria de Defesa Social (SDS), passou a ser questionada pois o veículo aéreo também teria sido utilizado em viagens da governadora para agendas oficiais e compromissos políticos. A aeronave havia sido equipada para operações aeromédicas.

João Campos também subiu o tom nas críticas de que a adversária passaria mais tempo procurando culpados ou reclamando das dificuldades, ao invés de trabalhar para melhorar a vida da população. “Quem tem o direito de reclamar é o povo. O político tem que é trabalhar, trabalhar, trabalhar”.

Combate às facções

Na mesma agenda, João detalhou propostas de segurança que fazem parte de seu plano de governo, entre elas o chamado “Pacto Antifacção”. A estratégia prevê o uso de estruturas de inteligência para rastrear recursos das organizações criminosas, combater a lavagem de dinheiro e integrar informações de diferentes órgãos.

O candidato defendeu uma atuação conjunta entre as forças de segurança, Ministério Público, Justiça e órgãos fiscais, incluindo uma articulação com a Receita Federal. O monitoramento das divisas estaduais também seria uma das prioridades, com o objetivo de impedir a expansão das organizações criminosas pelo território pernambucano.

João também comparou a proposta com o Pacto pela Vida, programa implementado durante o governo de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos. Segundo o candidato, a política conseguiu reduzir os homicídios ano após ano ao estabelecer um modelo de gestão integrado para a segurança pública.

“Quando o meu pai, o ex-governador Eduardo Campos, foi governador, ele conseguiu fazer o Pacto pela Vida, onde ele conseguiu fazer o que nenhum outro estado fazia. Reduziu ano a ano o homicídio e violência”, declarou.