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TSE se reúne nesta terça-feira para discutir uso de IA nas eleições e regras para deepfakes

Principal ponto em debate é o alcance das restrições a conteúdos produzidos ou modificados por IA, especialmente os deepfakes

Por Estadão Conteúdo

Ministros também devem avaliar quais consequências poderiam ser aplicadas em caso de descumprimento das regras

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se reúnem nesta terça-feira (18), para tentar estabelecer uma posição comum sobre o uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas das eleições de 2026. O principal ponto em debate é o alcance das restrições a conteúdos produzidos ou modificados por IA, especialmente os chamados deepfakes.

O encontro foi convocado pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, e ocorrerá a portas fechadas antes da sessão de julgamentos do plenário, marcada para as 19h. A discussão deve definir os limites para o uso desse tipo de tecnologia por candidatos e partidos e pode resultar em um entendimento que sirva de referência para futuros processos eleitorais.

Deepfake é considerado um recurso que utiliza inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos ou áudios de forma a produzir uma representação falsa ou artificial de uma pessoa. A tecnologia pode, por exemplo, fazer alguém parecer, dizer ou realizar algo que nunca aconteceu, inclusive por meio da substituição de rostos ou da reprodução artificial da voz.

Dentro do tribunal, o debate reúne, neste momento, duas visões. Uma delas defende uma vedação ampla ao uso de ferramentas capazes de criar imagens, vídeos ou áudios artificialmente manipulados. Outra corrente considera que a proibição deve se concentrar em conteúdos que apresentem informações falsas ou sejam utilizados para disseminar desinformação.

A preocupação dos ministros ganhou força a partir de um processo que envolve a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A ação questiona a exibição, durante a convenção que oficializou a candidatura dele, de um vídeo produzido com inteligência artificial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Nunes Marques havia adotado uma postura considerada mais moderada diante do processo e buscava construir um consenso entre os ministros. A reunião, inicialmente prevista para a semana passada, acabou sendo adiada e foi remarcada para esta terça-feira.

Além de discutir a possibilidade de restringir o uso de deepfakes, os ministros devem avaliar quais consequências poderiam ser aplicadas em caso de descumprimento das regras.