"Estou ao lado do povo pernambucano", diz Raquel ao ser questionada sobre apoio a Lula
Em um cenário hipotético em que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, Raquel Lyra reforça que a relação, caso também vença o pleito no estado, será marcada por diálogo
Durante entrevista à CNN, na manhã desta terça-feira (9), a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), não confirmou apoio direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante as eleições presidenciais em 2026. Apesar de não ter cravado um palanque para o petista, Lyra destacou a parceria mantida com o governo federal ao longo dos anos.
"O governo federal e o presidente Lula têm se colocado à disposição de Pernambuco, e obras importantes acontecem no nosso estado. A relação com o presidente é baseada no trabalho e na entrega, que a gente conquistou com o presidente e seus ministros. Não é uma confiança de discurso, mas de quem quer trabalhar junto ao seu povo", afirmou.
Ao ser questionada sobre a possibilidade de abrir palanque para Lula em Pernambuco, a governadora ressaltou que acredita em uma política que se faz com paz e união.
"Eu disse, quando fui candidata em 2022, que iríamos tratar de Pernambuco, porque muitos estavam querendo nacionalizar a campanha, tratar de polarização, e o povo está cansado disso. Está cansado de quem quer dividir as pessoas. Eu acredito na política que se faz com paz e união, e é isso que a gente tem construído ao longo do tempo. Você me perguntou de que lado eu estava; eu digo que estou ao lado do povo pernambucano."
Foco na gestão
Apesar de ser pré-candidata à reeleição, Raque Lyra salientou que está focada no mandato. "Nunca fiz uma eleição pensando na outra", disse. Ao falar sobre a pesquisa Datafolha, em que aparece pela primeira vez à frente do ex-prefeito João Campos, ela frisa que o mais importante é saber a avaliação da população sobre o governo.
"Tenho muita cautela com isso, porque pesquisa nos baliza sempre sobre quais são os maiores desejos da população, a avaliação do governo e o governo vem em uma avaliação crescente. O mais importante para mim é poder ver o retrato do que tem sido a nossa gestão". Segundo a governadora, uma possível reeleição será "fruto do que foi o seu governo".
Neste período de pré-campanha, Lyra comentou que vem recebendo ataques após o crescimento das intenções de voto. "Tenho recebido ataques de fake news, querendo me vincular a esquemas de corrupção. Você pode falar de mim, mas não pode falar que sou desonesta e que eu não sou trabalhadora." Para ela, essa ação coordenada tem relação com o machismo na esfera política.
"Eu acredito que isso parte [ataques] de quem acreditava que uma mulher vinda do interior, que foi prefeita, que é governadora, pudesse ter um governo que fizesse entregas para a população que fizesse sentido para ela. Pode falar sobre a gestão, mas os ataques com fake news, mentiras, narrativas falsas, isso é intolerável. Isso é para responder na Justiça, e a gente está fazendo acionamento judicial de perfis falsos, de fake news."
Relação com Flávio Bolsonaro
Em um cenário hipotético em que Flávio Bolsonaro seja eleito presidente, Raquel Lyra reforça que a relação, caso também vença o pleito no estado, será marcada por diálogo. "Quando a gente está no governo, é dialogar com todos, é construir pontes com o governo federal, com os municípios."
A governadora usou como exemplo a época em que estava à frente da prefeitura de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, em que, segundo ela, deixou de receber recursos do governo estadual, que era de responsabilidade do PSB, por divergência política. "O diálogo é fundamental. A gente não governa se não estabelecer uma relação."