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Miguel Coelho reage à disputa por vaga ao Senado e avisa: "Não pode haver veto"

Ex-prefeito de Petrolina reafirmou que mantém seu nome na disputa pelo Senado mesmo diante das articulações internas da federação

Por Mariana de Sousa

Miguel Coelho (UB)

O ex-prefeito de Petrolina  Miguel Coelho (UB) afirmou, nesta sexta-feira (05), durante entrevista à TMC, que não deve haver veto entre os partidos que compõem a Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, para decidir quem deve integrar a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Segundo ele, tanto sua pré-candidatura ao Senado quanto a do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) são legítimas e podem coexistir até o período das convenções partidárias.

“O que eu disse de forma muito clara é que não pode haver veto de nenhum partido. A federação é uma parceria e ambos os projetos são legítimos”, afirmou.

Durante a entrevista, Miguel reafirmou que mantém seu nome na disputa pelo Senado mesmo diante das articulações internas da federação. O pré-candidato destacou que a parceria entre os partidos não significa fusão política e defendeu espaço para diferentes projetos dentro da composição.

Questionado sobre suas prioridades caso seja eleito senador, Miguel destacou áreas como segurança pública, infraestrutura, saúde regionalizada, educação técnica e mobilidade urbana.

Segundo ele, Pernambuco precisa ampliar hospitais regionais, fortalecer escolas técnicas e investir em saneamento básico para atrair investimentos e gerar empregos.

“O nosso objetivo é fazer Pernambuco voltar a ser protagonista nacional, gerar emprego e melhorar a qualidade de vida da população”, concluiu.

Ao comentar sobre pesquisas eleitorais, Miguel avaliou que os levantamentos servem como termômetro, mas destacou que a definição do voto para o Senado costuma ocorrer nos últimos dias da campanha.

Miguel também ressaltou que sua prioridade é permanecer ao lado da governadora Raquel Lyra no projeto de reeleição estadual, mas admitiu a possibilidade de disputar o Senado de forma independente caso não haja espaço para ambas as candidaturas na chapa majoritária.

Ao defender sua experiência administrativa, Miguel destacou sua trajetória política como deputado estadual e prefeito de Petrolina por duas vezes. Ele relembrou os índices de aprovação obtidos ao deixar a prefeitura da cidade sertaneja.

“Saí da gestão com 91% de aprovação. Petrolina hoje é referência em qualidade de vida, educação, geração de emprego e desenvolvimento econômico”, declarou.

Durante a entrevista, o pré-candidato afirmou que o Senado Federal precisa de renovação e criticou o que chamou de “casa de aposentadoria”. “O Senado não pode ser uma casa de retiro. Precisamos de senadores que defendam Pernambuco e tragam protagonismo para o estado”, disse.

Miguel Coelho também avaliou o atual cenário político estadual e classificou a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026 como polarizada entre Raquel Lyra e o grupo de oposição liderado pelo PSB. Coelho defendeu a gestão da governadora que “conseguiu reorganizar o estado após assumir uma gestão quebrada”.

IA nas Eleições

Ele também falou sobre o impacto das redes sociais e da inteligência artificial nas eleições de 2026. Para Miguel, a tecnologia pode ajudar na comunicação, mas exige atenção contra a disseminação de notícias falsas.

“Hoje até voz se cria com inteligência artificial. Por isso, a imprensa terá um papel fundamental para filtrar informações e combater mentiras”, analisou o pré-candidato.