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Eduardo diz que Flávio "marcou um gol" após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

Para o ex-deputado, a aproximação da família Bolsonaro com autoridades norte-americanas pode render novas medidas entre os dois países e avaliou que decisão terá impacto nas eleições de outubro

Por Alícia Bernardes - Correio Braziliense

Flávio e Eduardo Bolsonaro em visita ao presidente Donald Trump

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (29/5) que o senador Flávio Bolsonaro “marcou um grande gol” após os Estados Unidos classificarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Segundo Eduardo, a decisão representa um avanço nas negociações conduzidas pela família Bolsonaro com autoridades norte-americanas.

Autoexilado nos Estados Unidos desde 2025, Eduardo disse que a viagem de Flávio ao país trouxe resultados “muito satisfatórios” e indicou que novas ações envolvendo a cooperação entre Brasil e EUA podem ocorrer nos próximos meses. “O Flávio Bolsonaro marcou um grande gol. Em dois dias de viagem, teve um resultado muito satisfatório e eu vou cravar que não vai parar por aí”, declarou durante entrevista à Rede Comunica Brasil.

O ex-parlamentar também destacou a proximidade da família Bolsonaro com integrantes do governo norte-americano e afirmou que é preciso compreender o funcionamento do chamado “mundo Trump” para negociar com o presidente Donald Trump. Segundo ele, encontros rápidos com o republicano seriam mais produtivos do que reuniões longas conduzidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Quarenta minutos ou uma hora de reunião entre Flávio e Trump vale muito mais do que duas, três ou quatro horas do Lula com o Trump”, afirmou Eduardo. Ainda de acordo com ele, Trump teria maior identificação com lideranças conservadoras, como Flávio Bolsonaro e o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.

Mais cedo, Flávio Bolsonaro postou nas redes sociais uma mensagem de agradecimento ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pela cooperação entre os países no combate às facções criminosas. “O combate aos narco-terroristas precisa ser feito com a união entre os países afetados pela atuação criminosa deles”, escreveu o senador. Na publicação, ele afirmou ainda que “o povo brasileiro agradece”.

Na entrevista publicada hoje, Eduardo Bolsonaro enfatizou que Rubio tem influência decisiva sobre temas ligados à segurança nacional nos Estados Unidos e classificou o encontro de Flávio com o secretário como “o mais descontraído de todos”. O ex-deputado também projetou impacto político da decisão nas eleições deste ano. “Tem gente de esquerda que concorda com esse gol que o Flávio acabou de marcar. Isso vai ser importantíssimo naquele eleitorado dito de centro”, declarou.