PF apreende R$ 219 mil e veículos em investigação sobre fraudes na Saúde no RN
Agentes federais recolheram R$ 219 mil em espécie, além de dois veículos, 20 aparelhos celulares e outras 17 mídias digitais
Dinheiro, veículos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos durante a Operação Mederi, deflagrada nesta terça-feira (27), pela Polícia Federal em conjunto com a Controladoria-Geral da União, no Rio Grande do Norte. A investigação revelou suspeitas de um esquema estruturado para desviar recursos públicos destinados à área da Saúde em municípios do estado.
Durante o cumprimento de mandados judiciais, agentes federais recolheram R$ 219 mil em espécie, além de dois veículos, 20 aparelhos celulares e outras 17 mídias digitais, entre computadores e pen drives. O material será analisado para aprofundar as apurações sobre o fluxo financeiro e a atuação dos envolvidos.
Em imóveis ligados a sócios da empresa farmacêutica investigada, a Polícia Federal encontrou dinheiro em espécie armazenado dentro de caixas de papelão e isopor. Nos mesmos locais, também foram apreendidas caixas de medicamentos.
A investigação teve início a partir de auditorias que apontaram inconsistências na contratação de empresas responsáveis pelo fornecimento de insumos à rede pública de saúde. Segundo a PF, há indícios de que contratos firmados por prefeituras apresentavam execução irregular, com suspeitas de entregas incompletas, materiais fora das especificações e valores acima dos praticados no mercado.
As empresas investigadas estão sediadas no Rio Grande do Norte, mas teriam atuado junto a administrações municipais de outros estados, o que ampliou o alcance da apuração e demandou atuação conjunta de diferentes órgãos de controle.
Ao todo, 35 mandados de busca e apreensão foram cumpridos com a mobilização de 163 policiais federais e cinco auditores da CGU. A Justiça também autorizou medidas cautelares e patrimoniais para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Entre os alvos da operação está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). A Polícia Federal não detalhou, até o momento, o grau de envolvimento de cada investigado.
Em nota, a PF informou que os investigados poderão responder por crimes ligados a desvios de recursos públicos e fraudes em contratações administrativas. As investigações continuam.