Israel ataca hospital onde supostamente havia um comandante palestino
Exército israelense não divulgou quem era o militar e nem se ele sobreviveu
O Exército israelense anunciou neste sábado (29) que atacou um comandante do Hamas dentro de um hospital de Gaza, enquanto as autoridades de saúde do território palestino informaram a morte de quatro pessoas em diferentes bombardeios israelenses.
O Exército não informou se o comandante do movimento islamista palestino morreu e tampouco revelou sua identidade. Disse apenas que ele estava "escondido dentro" do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa e que "preparava ataques terroristas contra soldados de Tsahal (Exército) e civis israelenses".
O ataque ocorreu em um edifício anexo às instalações principais do hospital, na cidade de Deir al-Balah (centro de Gaza).
"Hoje cedo, o Hospital dos Mártires de Al-Aqsa foi alvo de um ataque que atingiu um pequeno depósito", declarou o diretor do centro, Raed Husein.
"Felizmente, não houve vítimas graves, exceto quatro feridos leves", disse à AFP, embora tenha afirmado que o impacto havia "causado grandes danos materiais".
Imagens da AFP registradas no local mostravam vários reservatórios de água danificados no terraço de um edifício e escombros na parte inferior.
O Exército israelense declarou que, dois dias antes, havia advertido as autoridades de saúde de Gaza para que "deixassem de utilizar as instalações médicas para fins terroristas".
Mais cedo, o hospital informou uma morte causada por fogo israelense na região leste da cidade.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) declarou estar "consternada com as informações sobre um ataque aéreo israelense no complexo do hospital Al-Aqsa" e acrescentou que "os hospitais devem ser lugares seguros para os pacientes e para a equipe médica".
"Em um momento em que as forças israelenses atacam hospitais de forma sistemática, é de vital importância que todas as partes respeitem e preservem a neutralidade e a proteção das instalações médicas", afirmou a organização no X.
A agência de defesa civil de Gaza, que atua como órgão de resgate sob o comando do Hamas, informou que quatro pessoas morreram neste sábado em outros ataques realizados em diferentes pontos do território.
Um ataque matou uma pessoa e deixou outra gravemente ferida na cidade de Khan Yunis, no sul, informou.
Outra pessoa morreu em decorrência de disparos israelenses a leste de Deir al-Balah, informou a agência.
O Exército israelense comunicou que estava verificando essas informações.
Essa nova onda de violência ocorre apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas e cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas, as operações israelenses em Gaza causaram 1.313 mortes desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em outubro de 2025.
Por sua vez, o Exército israelense informou cinco mortes em suas fileiras no mesmo período, além da morte de um funcionário civil.