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Rússia ataca centro comercial ucraniano e deixa 14 mortos e dezenas de feridos

O bombardeio ao maior complexo comercial da cidade de Kryvyi Rih provocou um grande incêndio no interior do estabelecimento

Por Isabel Alvarez

Kryvyi Rih, Ucrânia

Pelo menos 14 pessoas morreram e 121 ficaram feridas, sendo seis crianças, num ataque russo a um centro comercial na cidade natal do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, de acordo com o último balanço das autoridades locais.

O bombardeio ao maior complexo comercial da cidade de Kryvyi Rih provocou um grande incêndio no interior do estabelecimento.

Zelenskiy classificou o ataque à cidade de onde é natural como um ato terrorista, absolutamente cínico e desprezível. “Um segundo drone atingiu o mesmo local, meia hora após a primeira investida, numa tentativa deliberada de atingir os serviços de emergência”, afirmou, apelando a uma pressão internacional real sobre o agressor.

O líder da Ucrânia garantiu que prepara uma retaliação. Já o ministro do Interior ucraniano, Ivan Vyguivsky, também informou que um ataque russo noturno a cidade de Mykolaiv matou quatro pessoas, incluindo três crianças, causando ainda um incêndio que destruiu uma loja, uma farmácia e uma agência dos correios.

A Rússia tem intensificado os ataques aéreos contra a Ucrânia e na última quinta-feira vitimiou 17 civis na capital ucraniana numa ofensiva com mísseis balísticos.

Do outro lado, Kiev foca os ataques nas instalações petrolíferas e infraestruturas logísticas russas, buscando atingir a capacidade bélica e econômica de Moscou.

 

Ameaça a segurança alimentar

Zelensky também disse que conversou nesta sexta-feira (21) com António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, sobre as ameaças que os ataques russos representam para a segurança alimentar, assim como os ataques contínuos da Rússia à infraestrutura portuária e aos navios.

"Informei-o sobre os ataques contínuos da Rússia e as numerosas vítimas entre a população civil. O Secretário-Geral da ONU condenou estes ataques maciços da Rússia contra Kiev e outras cidades e comunidades nossas. Apesar de a parte russa ter rejeitado todas as propostas para se sentar à mesa de negociações, é necessário fazer tudo o que for possível para pôr fim a esta guerra. Concordamos que a procura de soluções continuará e que a ONU contribuirá para este esforço conjunto", contou nas redes sociais.