Bolívia lança plano de segurança na fronteira com o Brasil no combate ao narcotráfico
Presidente da Bolívia, Rodrigo Paz afirmou: "Precisamos reforçar a coordenação entre os organismos nacionais, mas também estabelecer uma relação de proximidade com o Brasil para que o nosso povo esteja mais seguro".
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, lançou um plano de segurança na cidade Guayaramerín, na fronteira com o Brasil, para combater a expansão no território boliviano de organizações criminosas estrangeiras, sobretudo brasileiras, ligados ao tráfico de droga.
"Precisamos reforçar a coordenação entre os organismos nacionais, mas também estabelecer uma relação de proximidade com o Brasil para que o nosso povo esteja mais seguro", declarou Paz, no lançamento do plano, acrescentando que pretende incentivar uma cooperação semelhante com outros países vizinhos.
De acordo com o governo boliviano, os grupos brasileiros Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital disputam violentamente o controle das rotas de tráfico de cocaína na região, e que levou ao crescimento da criminalidade nas zonas fronteiriças. As autoridades responsabilizam especificamente os dois grupos por pelo menos dez homicídios cometidos nas últimas semanas.
Segundo o Ministério do Interior da Bolívia, o plano intitulado Fronteiras Seguras prevê um aumento do contingente de polícias especializados nas fronteiras do país. O plano ainda inclui uma troca tática de informações com a Polícia Federal do Brasil e a cooperação para a captura de criminosos que atravessem a fronteira. “Essa pequena cidade no norte do país, assim como outras cidades fronteiriças, é um refúgio para os grupos criminosos, que ali compram imóveis e instalam os seus membros”, indicou o ministério.
Dados do governo da Bolívia apontam que desde que Rodrigo Paz assumiu o cargo, em novembro, 17 líderes de organizações criminosas internacionais já foram detidos e expulsos do país.
A Bolívia, que compartilha uma fronteira de 3.400 quilômetros com o Brasil, é o terceiro maior produtor mundial de cocaína, seguido da Colômbia e do Peru, informa as Nações Unidas.