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OMS defende calendário de vacinação

A declaração ocorre logo após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump ter reduzido de 18 para 11 as vacinas infantis nos Estados Unidos

Por Isabel Alvarez

Vacinação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu hoje a existência e o uso de calendários específicos de vacinação para as crianças, que é abalizado em evidências científicas. A declaração ocorre logo após o anúncio do presidente norte-americano Donald Trump ter reduzido de 18 para 11 as vacinas infantis nos Estados Unidos.

O porta-voz da OMS, Tarik Jaarevi, disse que a recomendação de vacinação se fundamenta e tem base nos mais de 60 anos de investigação da OMS, nos pareceres das autoridades nacionais e também em afirmações de outros grupos independentes de especialistas.

"As diretrizes da OMS são baseadas na ciência. O momento da aplicação de cada vacina foi determinado por meio de uma extensa análise científica sobre quando as pessoas estavam mais vulneráveis a determinadas doenças e sobre o desenvolvimento do sistema imunológico. Esperamos que todos os países possam utilizar as melhores evidências científicas que temos", declarou Jaarevi.

O porta-voz da OMS destacou que a fundamentação da decisão se baseia nas opiniões de vários técnicos consultivos de imunização, nos quais integram especialistas multidisciplinares, que são responsáveis por fornecer recomendações aos governos e gestores de programas de vacinação.

Enquanto isso, as afirmações do presidente dos EUA referentes às vacinas é que a medida vai proporcionar às crianças norte-americanas uma proteção “padrão-ouro” e alinhar os EUA mais estreitamente com outros países desenvolvidos que recomendam menos vacinas.

Especialistas em vacinas afirmam que outros países desenvolvidos que podem recomendar menos vacinas enfrentam riscos diferentes de doenças e possuem sistemas de saúde distintos.

A decisão de Trump segue uma linha adotada pelo Secretário da Saúde norte-americano, Robert F. Kennedy Jr., que já pôs em causa a segurança das vacinas e chegou a alegar que estão diretamente relacionadas com o autismo. A alegação de Kennedy Jr. já foi contestada, uma vez que os estudos científicos e também as autoridades de saúde pública não encontraram quaisquer evidência nessa ligação.