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Dólar dispara 12% e Bolsa trava negociações após eleições presidenciais

Investidores correm para vender ações e comprar a moeda americana, forçando o acionamento do mecanismo de emergência da B3

Por Bárbara Bittencourt

Ibovespa

A conquista da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), foi sentida no mercado financeiro. Os resultados eleitorais resultaram em uma alta volatilidade no mercado brasileiro de ações, o que causou circuit breaker nos ativos à vista.

O circuit breaker é uma ferramenta de segurança que interrompe temporariamente as negociações do mercado financeiro, com o objetivo de controlar a venda de ativos, processar eventos político-econômicos e estabelecer uma estabilidade sistêmica para as instituições financeiras.

O mecanismo foi acionado como resposta à forte aversão ao risco dos investidores, que fez o principal índice acionário, o Ibovespa, despencar. Em períodos eleitorais, a bolsa brasileira (B3) e o dólar costumam oscilar bastante devido à incerteza sobre o possível ganhador da disputa, principalmente em um pleito muito acirrado como o de 2026.

Nessa linha, o dólar abriu o primeiro pregão após as eleições em forte disparada ante o real, registrando alta de 12,52% às 9h30 e cotado a R$ 5,60. Ao mesmo tempo, o Ibovespa futuro com vencimento em 16 de dezembro de 2026 despencou mais de 17% nas primeiras operações do dia.

Diante da desvalorização de 10% do índice em relação ao fechamento anterior, o circuit breaker foi acionado, paralisando temporariamente as negociações de todas as ações no mercado por 30 minutos, conforme prevê a regra para a primeira faixa de queda.

Mudança nas regras e alta nos juros

Diante da forte movimentação, a Bolsa teve que ajustar suas regras para permitir que o mercado caísse até 20% sem travar totalmente. Para completar o cenário de incerteza, as taxas de juros futuras – que afetam desde o custo dos empréstimos até os financiamentos no país – também subiram forte, refletindo a cautela do mercado com os rumos da economia.

O cenário de forte queda já se desenhava antes da abertura do mercado à vista, marcada para as 10h: por volta das 9h40, o contrato futuro com vencimento em 16 de dezembro (INDZ26) acumulava uma perda de 17,07%. Simultaneamente, o mercado de juros futuros (DIs) operava em alta expressiva.

Os contratos previstos para janeiro de 2021 dispararam 182 pontos-base, saltando para 14,46%, ao passo que as taxas para janeiro de 2027 chegaram a 14%, o que representa um acréscimo de 54 pontos-base.

Com informações da CNN Brasil.