"Metas fiscais foram cumpridas; fizemos processo de ajuste de quase 2% do PIB", afirma ministro
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, que há uma preocupação do atual governo de que o ajuste proposto pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), seja feito "nas costas da população que mais precisa"
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou em entrevista ao SBT News que há uma preocupação do atual governo de que o ajuste fiscal proposto pela campanha do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), seja feito "nas costas da população que mais precisa do Estado brasileiro".
"Nossa proposta de ajuste é outra. Nossa proposta é combinar as prioridades da população, os serviços públicos que a população demanda, o Desenrola para resolver o problema do endividamento, o apoio aos microempreendedores individuais, com a responsabilidade fiscal", sustentou Moretti.
"Nosso processo é de equilíbrio, de combinação dessas duas dimensões social e fiscal. Muito me preocupa e acho que uma certa euforia de parte do mercado em relação à campanha do adversário tem a ver com a perspectiva de um corte generalizado em programas sociais afetando a vida da nossa população", prosseguiu.
O titular do Planejamento lembrou que as metas de resultado primário traçadas por essa gestão foram cumpridas, apesar de dúvidas do mercado, com um processo de ajuste de quase 2% do PIB neste mandato e projeção de mais 2% do PIB em um eventual novo mandato. E disse que o ajuste proposto pelo adversário não se faz sem cortes profundos em despesas discricionárias, como o programa Farmácia Popular, o Gás do Povo e investimentos do PAC, e em despesas obrigatórias, como aposentadorias e pensões.
"E essa ordem de grandeza de R$ 200 bilhões, sobretudo se você for fazer em um exercício, só se chega quando você não garante a valorização real do salário mínimo, quando você não garante recursos para programas sociais importantes", afirmou. E disse que essa foi a realidade encontrada para o Orçamento proposto pelo governo Jair Bolsonaro (PL) para 2023. "Não havia recursos para pagar o Bolsa Família", exemplificou.
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