Pernambuco firma acordo para fortalecer transição energética
Entre as ações previstas estão o apoio à consolidação de um roteiro integrado de médio e longo prazo
Pernambuco firmou, nesta quarta-feira (26), um acordo de cooperação técnica e mútua colaboração para fortalecer a transição energética. Entre as ações previstas estão o apoio à consolidação de um roteiro integrado de médio e longo prazo, o desenvolvimento de infraestrutura habilitadora, a atração de investimentos e a preparação de um pipeline de projetos associados à energia renovável e à industrialização verde.
O acordo foi assinado durante o workshop “Diálogos de Transição Energética: um roadmap para Pernambuco”, realizado no Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife. O evento reuniu governo, setor produtivo, instituições de pesquisa e inovação e parceiros internacionais para construção de as bases de uma estratégia de médio e longo prazo para a transição energética do estado.
A estratégia deverá considerar a conexão entre produção, infraestrutura e logística, incluindo o papel de Suape no desenvolvimento de novas cadeias produtivas e no escoamento de produtos e combustíveis sustentáveis.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Danielle Jar Souto, ressaltou que a iniciativa visa transformar as potencialidades energéticas de Pernambuco em oportunidades de desenvolvimento econômico “Estamos aqui para construir, em conjunto, um roadmap que permita a Pernambuco se projetar de forma diferenciada na transição energética. Mais do que ampliar nossa capacidade em energias renováveis, queremos transformar essa agenda em desenvolvimento econômico, com novas produções, geração de renda e oportunidades também no interior do Estado”, afirma.
Para o secretário executivo de Energia da SDEC, Guilherme Sá, o objetivo da cooperação é conectar iniciativas já existentes e estabelecer prioridades para os próximos anos. “Nosso Estado já possui iniciativas e ativos importantes relacionados à agenda energética. O desafio agora é conectar essas frentes, identificar os principais gargalos e estabelecer prioridades para o médio e longo prazo. O roadmap será construído a partir desse processo de diálogo, articulando governo, setor produtivo, academia, instituições de inovação e parceiros internacionais”, pontua.