Setor de serviços recua em Pernambuco, mas receita cresce acima da média nacional
Volume do setor caiu 0,5% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025, enquanto hotéis, bares e restaurantes puxaram retração entre os serviços prestados às famílias
O setor de serviços de Pernambuco apresentou retração em junho, apesar de registrar crescimento da receita no período. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de serviços no estado caiu 0,5% na comparação com junho de 2025, enquanto a receita nominal avançou 8,9% no mesmo intervalo.
O desempenho pernambucano ficou abaixo do registrado no país. No Brasil, o volume de serviços cresceu 2% na comparação anual. A diferença entre os resultados foi de 2,5 pontos percentuais. Na passagem de maio para junho, Pernambuco também registrou queda, de 0,7%, enquanto o resultado nacional ficou estável.
Apesar da retração no volume, a receita nominal do setor avançou 8,9% em Pernambuco em relação a junho do ano passado, ligeiramente acima da média nacional, que foi de 8,6%. No acumulado do ano, entretanto, a receita pernambucana cresceu 7,2%, abaixo dos 7,6% registrados no país. Em 12 meses, a alta no estado foi de 5,9%, ante 7,5% no Brasil.
O resultado mostra uma diferença importante entre os dois indicadores acompanhados pela pesquisa. Enquanto o volume mede a quantidade efetivamente produzida de serviços, a receita nominal considera o faturamento gerado pelas atividades. Assim, em junho, o setor pernambucano apresentou aumento de receita mesmo com redução no volume de serviços.
Hotéis, bares e restaurantes puxam retração
Entre os segmentos pesquisados pelo IBGE, o pior desempenho em Pernambuco foi registrado pelos serviços prestados às famílias, que tiveram queda de 4,9% em junho na comparação com o mesmo mês de 2025. A categoria inclui atividades como hotéis, pousadas, restaurantes, bares, lanchonetes e bufês, além de outros serviços pessoais relacionados ao lazer e à alimentação. No acumulado do ano, o segmento registra retração de 4%, enquanto a queda em 12 meses chega a 1,6%.
O comportamento desse segmento contrasta com o de informação e comunicação, que apresentou o maior crescimento entre as atividades pesquisadas. O setor avançou 6,1% na comparação com junho de 2025, acumulou alta de 5,2% no ano e de 3,1% nos últimos 12 meses.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares também tiveram resultado positivo, com crescimento de 0,9% em relação a junho do ano passado. No acumulado de 2026, a alta chega a 2,9%, e em 12 meses, a 1,5%. O grupo reúne atividades como consultorias empresariais, serviços jurídicos e contábeis, engenharia, arquitetura, publicidade, locação de máquinas e veículos, limpeza, vigilância e apoio administrativo a empresas.
Já o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio apresentou queda de 3,9% no volume em junho, com retração de 3,7% no acumulado do ano e de 1,5% em 12 meses. Apesar da redução no volume, a receita nominal dessas atividades cresceu 12,1% na comparação anual, a maior alta entre os grupos pesquisados.
Na receita nominal, todos os segmentos apresentaram crescimento na comparação com junho de 2025. Além dos transportes, informação e comunicação teve alta de 8,9%, serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 7%, e outros serviços avançaram 9,1%. Os serviços prestados às famílias tiveram aumento de 4,2% na receita, apesar da queda de 4,9% no volume.
No acumulado de 2026, porém, o volume total de serviços em Pernambuco registra queda de 0,4%, enquanto o Brasil acumula crescimento de 2%. Nos últimos 12 meses, o estado apresenta leve alta de 0,2%, ainda distante da expansão de 2,6% observada nacionalmente.
A Pesquisa Mensal de Serviços acompanha o comportamento dos principais segmentos empresariais não financeiros do setor de serviços, excluindo saúde e educação. O próximo resultado da pesquisa, referente a julho, será divulgado pelo IBGE em 10 de setembro.