Lideranças convocam, para esta sexta-feira (24), ato contra fechamento da agência do Bradesco em Casa Amarela
Em 2025, segundo dados do Bacen e Balanço dos Bancos, 1.388 agências bancárias foram fechadas. Pernambuco perdeu 24 agências bancárias nos últimos dois anos, segundo o Banco Central
A redução do atendimento presencial promovida pelas agências bancárias segue avançando no país, impactando quem precisa acessar serviços bancários em agências físicas.
Revoltados com o fechamento da agência do Bradesco instalada no bairro de Casa Amarela, Zona Norte do Recife, há mais de 50 anos, a população do bairro realizará um ato público nesta sexta-feira (24), a partir das 8h.
Essa agência é só mais uma das ínumeras que já fecharam as portas. Em 2025, segundo dados do Bacen e Balanço dos Bancos, os bancos Bradesco, Santander e Itaú, juntos, fecharam 1.388 agências bancárias e reduziram 11.447 postos de trabalho no Brasil. Pernambuco perdeu 24 agências bancárias nos últimos dois anos, segundo dados do Banco Central (BC).
Na última década, o número de agências bancárias caiu cerca de 37% no Brasil, impulsionado pela digitalização dos serviços, corte de custos e concorrência de bancos digitais. Quase metade dos municípios do país já não contam mais com unidades físicas de atendimento.
A mobilização que acontecerá nesta sexta-feira (24), foi articulada pela Frente de Lideranças Comunitárias de Pernambuco e conta com o apoio do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Conforme o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, o encerramento das atividades da unidade, representa mais um capítulo do processo de redução da presença física dos bancos e provoca prejuízos para trabalhadores, clientes e para a economia local.
“Em Casa Amarela, bairro de forte vocação comercial e um dos mais populosos da capital pernambucana, a agência desempenha papel fundamental no atendimento à população, especialmente pessoas idosas, aposentados, pequenos comerciantes e cidadãos em situação de vulnerabilidade social”, ressaltou.
Segundo ele, com o fechamento da unidade, os clientes com contas de pessoa física serão transferidos para a agência da Encruzilhada, localizada a quase cinco quilômetros de distância, que já atua de forma sobrecarregada. “A medida dificulta o acesso aos serviços bancários, aumenta custos com deslocamento e contribui para a exclusão financeira de milhares de pessoas", pontuou.
Para o representante do sindicato, além dos impactos diretos para os clientes, o fechamento de uma agência bancária afeta o comércio do entorno, reduz a circulação de pessoas e enfraquece a dinâmica econômica local.