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Nordeste sofreu mais de 330 mil tentativas de fraudes no 1º trimestre, segundo Serasa

Maior número de tentativas de fraude foi registrada na categoria "Meios de Pagamento", representando 47,6% do total no Nordeste

Por Diario de Pernambuco

No Brasil, de acordo com a Serasa Experian, as fraudes de identidade digital cresceram 36,6% no 1º trimestre do ano. Nesse período, o número de tentativas foi de 1.495.696

De acordo com dados do Mapa da Fraude da Serasa Experience, o Nordeste sofreu 333.139 tentativas de fraudes evitadas no 1º trimestre deste ano. O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (18), revela que, caso as ações não fossem bloqueadas, empresas e consumidores teriam um prejuízo aproximado de R$ 437 milhões.

No recorte por setor na região, a categoria “Meios de Pagamento” liderou a participação, com 47,6% das tentativas. Em seguida, aparecem “Bancos e Cartões” (19,9%) e “Telefonia” (11,7%).

De acordo com a Serasa, a alta nas tentativas de golpes no setor financeiro e de crédito indica que operações como movimentação financeira, abertura de contas, autenticação e validação de identidade continuam entre os principais pontos de atenção.

Perspectiva nacional

No apanhado de todo o Brasil, as fraudes de identidade digital cresceram 36,6% no 1º trimestre do ano. Nesse período, o número de tentativas foi de 1.495.696. O recorte considera fraudes em etapas de entrada e acesso a serviços digitais, como criação de conta, login, validação cadastral, autenticação de identidade, biometria e análise documental.

“São momentos em que o fraudador tenta usar dados de terceiros, documentos manipulados ou inconsistências cadastrais para acessar indevidamente plataformas digitais”, explica o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude da Serasa Experian, Rodrigo Sanchez.

De acordo com o Mapa, caso as tentativas não fossem evitadas, o prejuízo estimado por fraudes de identidade poderia chegar a quase R$2 bilhões no período.

Entre as regiões, o Sudeste lidera com 38,5% das tentativas de fraude. Apenas em São Paulo, mais de 230 mil ocorrências foram registradas, o equivalente a 15,8% do total nacional.

Entre as principais tendências, a Serasa aponta o uso indevido de IA, com fraudes como serviço e identidades sintéticas. De acordo com o levantamento, os conteúdos criados por meio de Inteligência artificial facilitam a aplicação de golpes.

No e-commerce, quase uma a cada 100 transações foi considerada tentativa de fraude no primeiro trimestre de 2026; foram registradas 368 mil ocorrências, o equivalente a uma tentativa a cada 21 segundos. As operações somaram R$ 337,9 milhões em valores preservados com ações antifraude.

Em relação às categorias, “Beleza” liderou as tentativas de fraude, com 33,7 mil ocorrências, seguida por “Calçados” (29,4 mil), e “Saúde” (18,9 mil). Já “Celulares” aparece no topo entre as categorias de maior risco com 3,11%. Ou seja, uma tentativa de fraude a cada 32 pedidos legítimos.

Orientações

A Serasa também orienta os consumidores e empresas com algumas orientações para evitarem cair em golpes. Confira:

•Proteja documentos, celular e cartões com senhas fortes e autenticação em dois fatores;

•Não envie fotos de documentos, selfies ou códigos de validação por links, aplicativos de mensagem ou canais não oficiais;

•Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado e acesse bancos, lojas e serviços sempre pelos canais oficiais;

•Antes de transferir dinheiro ou informar dados, confirme por ligação ou pessoalmente se o pedido é legítimo;

•Monitore o CPF com frequência para identificar movimentações desconhecidas.

Dicas para empresas

•Adotar uma estratégia de prevenção à fraude em camadas, protegendo não apenas a transação final, mas também etapas de cadastro, login, autenticação e validação de identidade;

•Combinar tecnologias como validação cadastral, biometria facial, prova de vida, análise documental, inteligência de dispositivos e comportamento do usuário;

• Monitorar tentativas suspeitas em tempo real para bloquear fraudes antes que avancem na jornada digital e gerem prejuízos;

•Atualizar constantemente os modelos de risco e as regras antifraude, considerando mudanças no comportamento dos fraudadores, dos consumidores e de cada setor;

•Reduzir fricções desnecessárias para usuários legítimos, equilibrando segurança e boa experiência digital;

•Utilizar a prevenção à fraude como uma alavanca de confiança, eficiência operacional e proteção de receita.