Correios registram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026
Este é o 15º semestre de ônus para os Correios, que fecharam 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões
Pelo 15º trimestre consecutivo, os Correios registraram prejuízos. Segundo balanço divulgado pela empresa no último fim de semana, o prejuízo foi de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
O valor é 8,2% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, quando foi registrado um prejuízo de R$ 1,7 bilhão. Desde o último trimestre de 2022, os Correios apresentam resultados parciais negativos.
Em 2025, a estatal registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões. O valor é mais de três vezes superior ao verificado em 2024, quando anunciou prejuízo de R$ 2,6 bilhões.
De acordo com a empresa, o resultado do ano passado foi influenciado, majoritariamente, pelo provisionamento de obrigações judiciais e o aumento de custos operacionais. A maior parte desse valor advém de processos judiciais, que custaram aos Correios R$ 6,4 bilhões no ano passado (55,12% acima de 2024).
“É um ciclo vicioso. A dificuldade de caixa gera dificuldade de pagamento ao fornecedor, isso afeta a operação. Ao afetar a operação, a gente macula a capacidade de aumentar o volume (de trabalho) ou de gerar novos contratos”, explicou o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon.
O presidente assumiu o cargo em setembro do ano passado, com mandato até agosto de 2027, com objetivo de reestruturar a estatal. Entre medidas saneadoras, a empresa abriu dois planos de demissão voluntária (PDV). Na edição deste ano, 3.181 aderiram ao desligamento. O volume de adesões foi menor que o obtido no PDV 2024/2025, 3.756 empregados, mas o ingresso no plano só foi possível em prazo menor - entre fevereiro e abril deste ano.
A perspectiva inicial da estatal era fazer 10 mil desligamentos. Outros processos de demissão voluntária poderão ser abertos no futuro.