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O aeroporto de Recife cruzará, pela primeira vez, os 10 milhões de passageiros em 2026?

Aeroporto internacional dos Guararapes movimentou, segundo dados da concessionária AENA, 9.938.051 passageiros em 2025, 3,6% sobre 2024

Por Igor Pires

Aeroporto Internacional do Recife

O aeroporto de Recife bateu na trave no ano de 2025 e não superou, pela primeira vez, a marca dos 10 milhões de passageiros. Poderá fazê-lo em 2026. O aeroporto internacional dos Guararapes movimentou, segundo dados da concessionária AENA, 9.938.051 passageiros em 2025, 3,6% sobre 2024.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, movimentou 2,8% a mais que igual período de 2025, em que pese tenha movimentado menos passageiros especificamente no mês de agosto (-2,7%).

O crescimento leve de 2026 sobre 2025 é resultado sobretudo da baixa da Azul em assentos. A principal companhia aérea a voar em Recife deverá ter 2,2% menos passageiros em 2026 que teve em 2025, freando o ímpeto dos 10 milhões de passageiros. A Azul oferecerá aproximadamente 166.000 assentos a menos que 2025, lembrando que a companhia se recupera de impactante recuperação judicial.

Por outro lado, bastaria um crescimento de apenas 0,6% em passageiros para se cruzar o patamar dos 10 milhões, considerando os 9,93 milhões de passageiros ano passado.

Felizmente, com dados da Agência Nacional de Aviação Civil – ANAC, 2026 traz previsão maior em assentos: 3,6% mais assentos em 2026 que em 2025. Gol e Latam deverão crescer, respectivamente, 11,6% e 7,3% em assentos em 2026, totalizando 380.000 assentos a mais.

Cruzando o nível de 10 milhões de passageiros, o hub do Recife se destacará mais ainda como o maior mercado do norte-nordeste, tendo crescido sobretudo na chegada de operações internacionais como já destacamos.

Só a Ibéria trouxe da ordem de 160.000 assentos a mais para Recife em 2026 sobre 2025. Jestmart, da ordem de 70.000 assentos a mais e a Empresa de Transporte Aéreo de Cabo Verde, aproximadamente 16.000 assentos.

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Simulação

Entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da AENA, o aeroporto de Recife movimentou 6.675.953 passageiros. À título de esclarecimento, esse número pela ANAC destoa em apenas 0,58% para baixo.

Se anualizamos esse valor, ou seja, pegamos a média mensal de passageiros e multiplicamos por 12 (meses), temos o resultado de 10.013.930 passageiros (AENA) e 9.956.058 (ANAC), ou seja, ultrapassa os dois dígitos considerando dados da concessionária, mas não com dados da autarquia federal.

Ainda, simulando de outra maneira. Se pegamos o valor de passageiros até agosto e somamos com a quantidade de passageiros que esperamos ter de setembro a dezembro, considerando a taxa de ocupação média do aeroporto no período que foi de 84% (ANAC), temos: Quantidade de assentos previstos entre setembro e dezembro de 2026 (ANAC): 4.196.806, multiplicado por 84% taxa ocupação, resulta em 3.525.317 passageiros previstos.

Somando o valor estimado de passageiros que se espera ter nos 4 meses finais com os passageiros entre janeiro a agosto, o valor de passageiros movimentados estimado situa-se entre 10.162.882 (ANAC) e 10.201.270 (AENA) passageiros, o que retorna resultado ainda melhor que a anualização acima.

Dessa maneira, é provável que o aeroporto passe dos dois dígitos no Norte-Nordeste, algo inédito para a região.

Em comunicado da concessionária AENA no início da ano, “A expectativa é de que 2026 também seja um ano recorde. A projeção é superar a marca de 10 milhões de passageiros ao longo do ano. O desempenho reforça o potencial de crescimento sustentável do aeroporto nos próximos meses. “

Melhoria na infraestrutura

O Aeroporto Internacional do Recife passou por ampliação concluída em 2023. Com investimentos realizados pela AENA, a área construída do terminal foi ampliada em 40%, saltando de aproximadamente 50 mil para 70 mil metros quadrados.

A capacidade operacional também cresceu significativamente, aumentando em cerca de 60% e permitindo que o aeroporto atenda até 15 milhões de passageiros por ano. Entre as principais melhorias estão a construção de um novo píer internacional, projetado para ampliar a oferta de voos ao exterior e que também pode ser utilizado de forma flexível para operações domésticas, além da instalação de quatro novas pontes de embarque.

O pátio de aeronaves foi expandido, possibilitando o estacionamento simultâneo de até cinco aeronaves de grande porte. Com essa modernização, Recife ganhou uma infraestrutura compatível com as ambições de expansão das companhias aéreas e com o crescimento do turismo e dos negócios na capital pernambucana, reforçando o papel de um dos principais hubs aéreos do Brasil.

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