Os ingredientes do 1º de Maio de 2026: dívidas, ano eleitoral e desaprovação
Governo federal e Congresso Nacional voltam as atenções para os projetos que propõem o fim da escala 6x1. De um lado a indústria alega que a mudança pode gerar desemprego, do outro sindicatos afirmam que isso nunca aconteceu e outros países
Uma população endividada, um ano eleitoral e um governo em busca de elevar sua aprovação. Estes foram os ingredientes deste 1º de Maio — Dia do Trabalhador e da Trabalhadora — com o Executivo ainda sob o efeito das duas recentes derrotas no Congresso Nacional: a rejeição de Jorge Messias para o STF e a derrubada dos vetos ao projeto da Dosimetria Penal.
No Planalto, as atenções voltam-se agora ao debate sobre o fim da escala 6x1, na qual o empregado trabalha seis dias na semana e folga um. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, instalou na última quarta-feira (29) a comissão especial que discutirá os dois projetos em tramitação: um que propõe o fim imediato da jornada e outro que sugere uma transição escalonada.
Unidas contra o corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado na semana passada, a CNI e a CUT voltaram a lados opostos. No centro da guerra de narrativas, o desemprego: a indústria alerta para o risco à criação de vagas formais, enquanto a central sindical rebate com as experiências europeias, que não geraram arrefecimento do mercado de trabalho.
Dia das Mães: vendas devem recuar 1,25%
Segunda principal data para o varejo, o Dia das Mães deve registrar retração de 1,25% nas vendas este ano frente ao mesmo período de 2025. O dado é da Pesquisa Intenção de Compras, realizada pelo Hub de Dados da Fecomércio-PE. Na Região Metropolitana do Recife (RMR), a projeção é mais pessimista, com queda de 6,8%. O endividamento das famílias e a consequente restrição ao crédito são os principais inibidores do consumo.
Intenção de compra cai para 68,8%
O setor lojista está em alerta com os dados da Unifafire Inteligência de Mercado. A intenção de compra para o Dia das Mães recuou de 75,57% em 2025 para 68,84% neste ano. O setor de moda e vestuário continua no topo da lista de desejos (41,78%), seguido por produtos de beleza (22,38%). O tíquete médio previsto para os presentes varia entre R$ 50 e R$ 200. Apenas 20,63% dos entrevistados pretendem gastar acima de R$ 200.
ARIES representa Recife em Brasília
A Agência Recife para Inovação e Estratégia (ARIES) participa, nos dias 7 e 8 de maio, do 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes e Resilientes (PCVR), em Brasília. A analista Dayse Vital representará a instituição na agenda focada em estratégias climáticas urbanas.
WTC promove encontro imobiliário no Recife
O ecossistema global de negócios World Trade Center (WTC) reúne executivos no Recife para debater o mercado imobiliário do Nordeste. O evento discutirá oportunidades de negócios, fluxo de investimentos estrangeiros e o papel do segmento para o desenvolvimento econômico regional.