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Justiça manda soltar mulher alvo de sanção dos EUA por ligação com PCC

Stella Stefanie está entre sete outros beneficiados com a soltura; ao mesmo tempo, a Justiça decretou a prisão preventiva de três investigados que não foram localizados

Por Giovanna Rodrigues - Correio Braziliense

A decisão da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo revogou as prisões de Stella e mais seis detidos na operação

A Justiça Federal mandou soltar, nessa quarta-feira (7/7), Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma das presas na Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro para traficantes da facção.

A defesa de Stella disse em nota que a decisão deve ser cumprida ainda hoje e disse que em respeito ao segredo de justiça que recai sobre a investigação, não comenta o conteúdo da decisão nem os elementos constantes dos autos.

A decisão da 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo revogou as prisões de Stella e mais seis detidos na operação. Ao mesmo tempo, a justiça decretou a prisão preventiva de três investigados que não haviam sido localizados: Victor Henrique de Oliveira Shimada, Amauri Henrique de Oliveira e Ygor Fokin Saviolli.

Shimada é o empresário sancionado na semana passada pelo governo dos Estados Unidos por supostamente integrar uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Segundo a investigação da PF, ele seria um tipo de “doleiro moderno” e teria utilizado mais de 70 empresas para movimentar os recursos ilícitos.

Já Amauri de Oliveira, pai de Stella e tio de Shimada, é apontado como responsável pelo apoio logístico do esquema, incluindo transporte e recolhimento de dinheiro em espécie.

Ygor Saviolli, por sua vez, é apontado pelos investigadores como líder da organização, responsável pela coordenação logística e pelo controle financeiro da estrutura criminosa. Ele foi preso no início deste ano pelo FBI durante uma fiscalização de fronteira em um aeroporto na Flórida, nos Estados Unidos.

A Operação

A Operação Exchange foi deflagrada no último dia 3 pela PF para desarticular uma organização criminosa suspeita de movimentar recursos do tráfico internacional de drogas por meio de empresas, contas bancárias, transporte de dinheiro em espécie e operações com criptomoedas.

Na ação, a Polícia cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços da capital paulista, de Santos, Praia Grande e Santander de Parnaíba. Também houve determinação de sequestro de bens, valores e cripto ativos dos investigados.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados usavam um sistema estruturado para movimentar recursos ilícitos, incluindo transferências de criptomoedas, transporte de valores, operações bancárias de alto valor, repasses e outras atividades financeiras voltadas a ocultação da origem do dinheiro.

Na quarta-feira (1/7), o empresário Shimada foi incluído na lista de sanções do governo dos Estados Unidos. Segundo o Departamento do Tesouro norte-americano, ele atuaria como “elo-chave” entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais.

Além dele, Stella também foi sancionada, sendo apontada pelas autoridades americanas como colaboradora de Shimada e responsável pelo apoio logístico à coleta de grandes quantias de dinheiro.

As sanções impostas pelos Estados Unidos preveem o bloqueio de bens em território americano e atingem também, empresas controladas, direta ou indiretamente, pelos alvos.

PCC