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Ponte desaba no Acre 2 anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas

Governo do Acre vai apurar causas do desabamento

Por Estadão Conteúdo

Duas pessoas estão em estado grave

Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira, 5, deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira, 4.

De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que sofreu uma fratura no fêmur. Outro homem resgatado está em estado grave: Edinaldo Muniz, de 54 anos, que teve traumatismo craniano trauma interno abdominal e renal. Os dois foram transferidos para a capital, Rio Branco.

Os outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz, de 51 anos, que teve uma fratura ocasionada por trauma, e Weverton Murieta, de 34 anos, que sofreu escoriações e pequenos ferimentos.

Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai "apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis".

"Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas", comunicou.

A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros.

A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).

Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. Até a publicação deste texto, a reportagem não havia conseguido contato com a empresa. Este espaço segue aberto.

À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma "conexão segura" entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu "após anos de espera e isolamento".