As sogras

Publicado em: 08/08/2018 03:00 Atualizado em: 08/08/2018 09:07

“Sogras queridas”, a História está repleta de casos referentes às mulheres que receberam a alcunha desagradável de: sogra.

O anedotário geral registra inúmeras piadas falando mal das sogras, sendo inúmeros os gracejos contra elas; por mais que façam para amenizar as sombras dessa figura tão digna, até hoje a situação continua amarga, sendo bem pior para mães dos maridos do que das esposas.

É complicado um homem ser amado por duas mulheres ao mesmo tempo, mesmo que uma delas seja sua própria mãe; porque certamente haverá competição entre as partes que são da maior importância na vida dele. E ele quer agradar a ambas intensamente, mas elas não se entendem.

Partindo desse princípio tentemos analisar e desvendar esse mistério. Como nunca tive sogra porque meu esposo já era órfão de mãe quando o conheci, fico à vontade para abordar tal assunto sem querer ferir ninguém, mas tão somente levar na brincadeira esse tema delicado, dirimindo os chavões espalhados pelo mundo e melhorando o convívio com relacionamentos mais leves e uma convivência harmoniosa, embora seja difícil, mas não impossível.

Sou do time das mães que só geraram filhos homens, aos quais dediquei toda minha vida, e sei o quanto é doloroso vê-los sair de casa, formar sua família e praticamente dispensar meus cuidados. O primeiro que se casa causa forte dor no coração materno, abrindo caminho para que as próximas separações sejam menos traumatizantes.

É perfeitamente compreensível, mas não aceitável esse apego, pois o cordão umbilical deve ser cortado tranquilamente, todavia há pessoas mais sensíveis, de um amor maternal quase exagerado; assim sofrem com a perda da companhia, das conversas, dos risos e brincadeiras e até das broncas, porque o que toda mãe quer é a felicidade dos seus entes queridos e procuram “alguém” que seja do seu agrado para entregar seu filho (não é a mãe quem leva ao altar no casamento? E ainda falam que ao se casar o rapaz se divorcia da mãe? Aí é pra matar.) entre lágrimas e beijos. O que, na verdade a escolha precisa ser do casal sem interferências.

Vi o longa-metragem de Robert Luketic, que embora quase cômico, retratou essa situação típica de quem passa a ser “sogra” sem escolha. A magnífica Jane Fonda interpreta a mamãe e a exuberante Jennifer Lopez faz a noiva, enquanto Michael Vartan é o filho/noivo que não sabe como resolver tal problema entre as duas, pois sendo filho único tem que driblar a ciumeira da “mamy” inconformada em ter o ninho vazio e decide atrapalhar ao máximo os planos matrimoniais daqueles jovens. Vale a pena assistir a essa comédia.

Vários outros filmes já abordaram esse tema com sucesso, como: Sonhar com a sogra; A sogra infernal; A sogra que pedi a Deus e etc. É um assunto que nunca sai de moda porque enquanto houver mundo e casamento, haverá uma sogra chorando por seu rebento, sem descartar as mães das noivas que também são “sogras”... mas esse é outro formidável título de matéria a ser explorada.

Às moças casadoiras resta um sábio conselho: conquistar primeiramente a genitora do seu futuro marido.

No Brasil comemora-se o Dia da Sogra em 28 de abril.

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