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Conferência para a reconstrução da Ucrânia começa hoje em Berlim

Há quatro grandes temas que serão debatidos no evento, dentre eles como ajudar as pequenas e médias empresas e como planejar as cidades após a guerra

Publicado em: 11/06/2024 12:59 | Atualizado em: 11/06/2024 13:22

Presidente alemão Frank-Walter Steinmeier aperta a mão do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (Foto: RALF HIRSCHBERGER / AFP
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Presidente alemão Frank-Walter Steinmeier aperta a mão do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (Foto: RALF HIRSCHBERGER / AFP )
Nesta terça-feira na Alemanha teve início a Conferência para a reconstrução da Ucrânia, que acontece um pouco antes da cúpula pela paz, na Suíça, marcada para o próximo fim de semana. A conferência em Berlim, que se realiza hoje e na quarta-feira, vai reunir cerca de  duas mil pessoas de vários setores da política e negócios, que vai contar também com a presença do presidente ucraniano, Volodymyr  Zelenskyy.  “Scholz e eu discutiremos mais ajuda em matéria de defesa, a expansão do sistema de defesa aérea da Ucrânia e a produção conjunta de armas. Coordenaremos as nossas posições antes da Cúpula da paz, o Conselho europeu e a Cúpula da OTAN", adiantou Zelenskyy.

Há quatro grandes temas que serão debatidos no evento, dentre os quais, como ajudar as pequenas e médias empresas, como planejar as cidades após a guerra, como ajudar a Ucrânia a entrar na União Europeia, e como tornar a Ucrânia atrativa para viver e trabalhar. No país faltam 11 milhões de ucranianos como mão de obra, seja porque estão na linha de frente combatendo ou porque estão deslocados ou refugiados. Nesta conferência na capital alemã será ainda lançada uma aliança para mão de obra qualificada na Ucrânia, com o objetivo de formar profissionais de saúde, eletricistas, engenheiros, técnicos de informática e agrônomos, profissões necessárias à reconstrução da Ucrânia. "Mesmo durante os atuais tempos de guerra, a Ucrânia precisa reconstruir continuamente casas, hospitais e redes elétricas. A tarefa de apoiar a recuperação da Ucrânia a curto e a longo prazo é demasiado grande para ser enfrentada apenas pelos governos, e é por isso que convidamos representantes de empresas, a sociedade civil e os municípios para a conferência”, afirmou a ministra alemã do Desenvolvimento, Svenja Schulze. 

Já a União Europeia decidiu usar os lucros dos ativos russos congelados no bloco para a reconstrução da Ucrânia e para a compra de armas. Os primeiros fundos deverão ser transferidos a partir de julho. Para ajudar a Ucrânia nos seus esforços de recuperação, reconstrução e modernização, a UE também lançará um novo mecanismo de apoio em 2024 até 2027. O Mecanismo para a Ucrânia é um instrumento específico que permitirá à UE conceder um apoio financeiro de até 50 bilhões de euros à Kiev. “A Ucrânia pode contar com o pleno apoio da UE. Estamos também dispostos a assumir um papel de liderança nos esforços internacionais para ajudar a reconstruir uma Ucrânia democrática e próspera. Isto significa que os investimentos serão acompanhados de reformas que apoiarão a Ucrânia no prosseguimento de sua trajetória européia”, assegurou Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.
 
"Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para que a Ucrânia possa, em breve, se senta à mesa da União Europeia. Porque, para além do nosso apoio militar, essa é a melhor proteção que existe", acrescentou Annalena Baerbock, ministra das Relações Exteriores da Alemanha.
 
Presidente da Agência para a Reconstrução da Ucrânia se demitiu
 
Na segunda-feira, o diretor da Agência Estatal para a Reconstrução da Ucrânia, Mustafa Nayyem, anunciou a sua demissão, alegando "obstáculos sistêmicos" que o impedem de exercer as competências "de forma eficaz". Nayyem ainda acusou o governo ucraniano de atolar a sua agência em burocracia e se culpou o primeiro-ministro da Ucrânia de impedi-lo de participar da conferência em Berlim.
 
A Ucrânia não tem um ministro dedicado à reconstrução desde que Oleksandr Kubrakov foi demitido, no mês passado.
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