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MÚSICA

Abulidu é a representação afropernambucana no Prêmio da Música Brasileira 2024

Banda ganha reconhecimento nacional com a indicação e é finalista na categoria ''Música Urbana'' juntamente com Àttooxxá e Natiruts

Publicado em: 11/06/2024 13:28 | Atualizado em: 11/06/2024 14:13

Abulido é destaque na cena autoral pernambucana  (Crédito: Divulgação)
Abulido é destaque na cena autoral pernambucana (Crédito: Divulgação)
Abulidu exemplifica a vanguarda da música pernambucana, sobretudo entre as bandas autorais. A sua nomeação ao 31º Prêmio da Música Brasileira 2024, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (12/06) premia uma das referências na música negra do estado. Também na categoria "Música Urbana", estão concorrendo Àttooxxá, da Bahia, e Natiruts, de Brasília.
 
Abulidu ganha o reconhecimento de ser finalista da premiação justamente em 2024, ano em que completa cinco anos de história. A banda nasceu em 2019, no mês de dezembro, e segue com a sua mesma formação: Hélio Abulidu (cantor e compositor), Thúlio Xambá (percussão, voz e efeitos), Arnaldo do Monte (percussão e efeitos), Paulinho Folha (violão e voz), Rogério A. Martins (guitarra) e Raphael César (contrabaixo).

“Acreditamos na atemporalidade da música, do nosso Quilombo Urbano, e também no tempo dos processos artísticos como coletivo para o amadurecimento das ideias de formação de grupo. Seguimos propagando nossa mensagem periférica da cultura afroindígena e afrobrasileira”, comenta Hélio Abulidu, cria do Suvaco da Cobra, bairro periférico no município de Jaboatão dos Guararapes/PE (Região Metropolitana do Recife).

Entre as tantas celebrações do grupo em 2024 está a do disco Códigos Periféricos, que no dia 29 de maio faz um ano de lançado nas plataformas digitais.

“O prêmio é um recado dos nossos ancestrais, da nossa musicalidade, da nossa rádio favela”, celebra Thulio Xambá, que também integra o grupo Bongar, de Pernambuco.

Desde a primeira gravação no estúdio e lançamento nas plataformas digitais, Abulidu tem em sua panela preta na pressão cheia de ingredientes sonoros e discursivos o adubo do produtor musical Buguinha Dub, de Olinda.

“A gente abriu os ‘Códigos Periféricos’ em maio de 2023 já sabendo que se leva um tempo para decodificá-los. Praticamente um ano depois do lançamento do disco, estamos celebrando a indicação ao Prêmio da Música Brasileira”, acrescenta Paulinho Folha.

No audiovisual, Quilombo Urbano e Abulidu são os videoclipes da banda. A música Os Boys de Baobá foi a terceira faixa registrada. Em 2023, o grupo disponibilizou o EP remix com as três primeiras músicas de trabalho e na sequência lançou o primeiro disco da carreira, Códigos Periféricos.
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