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Cobasi diz que colocou animais em altura 'segura': "Choveu mais que o esperado"

A empresa afirma que os funcionários da loja de Porto Alegre posicionaram os animais a 1 metro do chão. Até o momento, 38 corpos de roedores, peixes e aves foram encontrados no local

Publicado em: 24/05/2024 19:32



A Polícia Civil investiga as circunstâncias que levaram os animais da loja à morte  (foto: Cobasi/Divulgação)
A Polícia Civil investiga as circunstâncias que levaram os animais da loja à morte (foto: Cobasi/Divulgação)

A Cobasi afirma que equipe da loja do Shopping de Belas, em Porto Alegre, colocou os animais em uma altura "considerada segura" pelos funcionários, a 1 metro do chão, antes da enchente que assolou a cidade. No fim, a água subiu 3,5 metros e dizimou pelo menos 38 animais identificados pela Delegacia de Meio Ambiente (DEMA/DEIC) em vistoria.

 

"Foi imprevisível o que aconteceu, esperava-se que fosse chover menos. Para o que se esperava de chuva, os animais foram colocados em uma altura segura", informou a assessoria da Cobasi ao Correio.

 

Sobre a acusação de que os funcionários da loja teriam colocado computadores no mezanino, o local mais alto do estabelecimento, e deixado os animais no plano mais baixo, a empresa afirma que foram movidos 4 CPUs (Unidade Central de Processamento de computadores) depois que os animais tinham sido colocados em uma altura "segura".

 

Dentro da loja estavam roedores, aves e peixes. A Polícia Civil investiga as circunstâncias que levaram os animais da loja à morte. Se houve crime, suspeitos podem ser condenados de três meses a um ano de prisão. Caso tivessem gatos ou cachorros na loja, a pena poderia chegar a 5 anos.

 

Em nota, a Cobasi lamentou o ocorrido e disse que vai continuar prestando assistência às vítimas do Rio Grande do Sul. "A empresa ressalta ainda que está colaborando com as investigações realizadas pelas autoridades e que irá comprovar todas as informações relatadas acima nos autos".

 

 

 

Leia a nota da empresa na íntegra

 

A Cobasi esclarece que sua loja no shopping Praia de Belas precisou ser evacuada de forma emergencial na sexta-feira, dia 3 de maio, seguindo as orientações das autoridades. Como não havia qualquer indicação da magnitude do desastre que acometeu o estado do Rio Grande do Sul, os colaboradores da loja tomaram todas as providências para garantir que as aves, pequenos roedores e peixes estivessem em altura segura e alimentados para sua sobrevivência até o retorno dos colaboradores que, com base nas informações oficiais disponíveis naquele momento, deveria ocorrer num espaço breve de tempo.

 

Tudo foi colocado acima de um metro de altura no mesmo salão. Infelizmente a entrada de água na noite do sábado (04 de maio) e na madrugada do domingo (05 de maio), chegou aos 3,5 metros de altura, atingindo o teto da loja, ultrapassando em muito a barreira de sacos de areia colocada na porta da loja, pelos colaboradores do shopping. Cabe destacar que apenas as 4 CPUs dos checkouts da loja foram levadas ao andar superior, por se encontrarem a 20 centímetros do chão, local que ficava junto aos pés das operadoras de caixa, porém todos os outros equipamentos relacionados aos checkouts permaneceram em suas posições originais (acima de 1 metro de altura) tais como: monitores, teclados, impressoras de cupom fiscal, teclados pin pad (para cartões de crédito/débito) e leitores de código de barras dos produtos. Outros tantos computadores e equipamentos também presentes no mesmo salão inundado, não foram removidos de suas posições originais, e foram danificados com a água e lama que invadiu a loja. Assim entendeu a gerência da loja que não correria o risco de inundação pois a mesma se encontrava estabilizada até às 18:30h do sábado dia 4 de maio, pelo relato de funcionário do shopping. Todo este relato acima será confirmado e provado nos autos.

 

Infelizmente, a proporção do evento climático na região foi tão devastadora que provocou uma inundação sem precedentes no shopping e levou à perda de vida de pequenos roedores, aves e peixes que estavam na loja. Importante ressaltar que não havia cães ou gatos no estabelecimento. A inundação levou também à destruição de quase a totalidade dos principais equipamentos e do estoque de produtos da loja.

 

A Cobasi lamenta profundamente o ocorrido. A empresa ressalta ainda que está colaborando com as investigações realizadas pelas autoridades e que irá comprovar todas as informações relatadas acima nos autos.

 

Há mais de 25 anos, a Cobasi atua em parceria com ONGs de proteção animal, tendo sido pioneira no setor em estabelecer esses vínculos, e luta pela garantia de qualidade de vida de todos os pets, independentemente das espécies. Desde o agravamento da situação no Rio Grande do Sul, a Cobasi doou 20 toneladas de ração e 4,8 toneladas de areia higiênica para gatos para ONGs parceiras e grupos de resgate que estão atuando no local. Em colaboração com outras instituições, foram enviadas mais de 500 caminhas, além de caixas e bolsas de transporte, roupas cirúrgicas, petiscos, roupinhas, cobertores, colchonetes, antipulgas e vermífugos, além de 4 carretas contendo água mineral, mais de 400 cestas básicas, colchonete e cobertores. A empresa também contribuiu para a construção de um abrigo emergencial para 200 animais em um shopping local. Adicionalmente, 14 lojas no Rio Grande do Sul estão recolhendo itens para pets e entregando a ONGs parceiras que atuam na região. Ainda, 24 lojas no estado de São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília estão arrecadando, além de itens para pets, água, produtos de higiene e beleza, roupas íntimas, roupas de camas, colchonetes, fralda e leite em pó para as pessoas afetadas.

 

A Cobasi continuará a contribuir no apoio e assistência a todos no Rio Grande do Sul.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense

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