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POLÊMICA

Embaixada da Hungria demite 2 funcionários após vazamento de vídeo de Bolsonaro

Bolsonaro passou duas noites na embaixada, quatro dias depois da Polícia Federal apreender seu passaporte

Publicado em: 03/04/2024 13:39 | Atualizado em: 03/04/2024 13:47

Bolsonaro negou que tenha passado dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília, com o objetivo de pedir asilo político (Crédito: Reprodução/The New york Times)
Bolsonaro negou que tenha passado dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília, com o objetivo de pedir asilo político (Crédito: Reprodução/The New york Times)

A Embaixada da Hungria no Brasil demitiu dois funcionários após o vazamento das imagens de câmeras de segurança, que mostraram a ida do ex-presidente Jair Bolsonaro à representação diplomática. Vídeos obtidos pelo jornal norte-americano The New York Times revelaram que Bolsonaro passou duas noites na embaixada, quatro dias depois da Polícia Federal apreender seu passaporte em operação que investiga tentativa de golpe de Estado. As informações são do jornal O Globo.

 

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro negou que tenha passado dois dias na Embaixada da Hungria, em Brasília, com o objetivo de pedir asilo político. Ele precisou se explicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, relator do inquérito que investiga uma tentativa de golpe pelo ex-presidente.

 

No documento, Bolsonaro afirmou que foi à representação diplomática para tratar de "assuntos estratégicos de política internacional de interesse do setor conservador". "O peticionário (Bolsonaro) mantém a agenda política com o governo da Hungria, com quem tem notório alinhamento, razão porque sempre manteve interlocução próxima com as autoridades daquele país, tratando de assuntos estratégicos de política internacional de interesse do setor conservador", salienta o documento remetido pelos advogados de Bolsonaro ao STF.

 

Os advogados de Bolsonaro afirmam que ele não tem motivos para se refugiar na embaixada húngara. "Diante da ausência de preocupação com a prisão preventiva, é ilógico sugerir que a visita do peticionário à embaixada de um país estrangeiro fosse um pedido de asilo ou uma tentativa de fuga", salienta o documento remetido ao STF.

 

O Correio tenta contato com a Embaixada da Hungria para questionar o motivo da demissão dos funcionários, mas até a publicação desta matéria o jornal não obteve retorno.

 

As informações são do Correio Braziliense. 

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