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Diagnóstico precoce do TEA por meio da Escala M-CHAT pode se tornar obrigatória; entenda

A escala permite o diagnóstico do autismo de maneira simples e sem incômodo para os pacientes

Publicado em: 28/02/2024 22:30

Eduardo da Fonte tem histórico de trabalho pelas pessoas diagnosticadas com o TEA (Foto: Divulgação)
Eduardo da Fonte tem histórico de trabalho pelas pessoas diagnosticadas com o TEA (Foto: Divulgação)

A aplicação da Escala M-CHAT, que ajuda na identificação de crianças com risco de desenvolver o Transtorno do Espectro Autista (TEA), pode se tornar obrigatória em consultas pediátricas do Sistema Único de Saúde (SUS). O deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou o Projeto de Lei nº 443/2024, que torna obrigatória a aplicação do método.

A medida visa facilitar o diagnóstico precoce do transtorno em crianças de 16 a 30 meses de idade. A aplicação da Escala M-CHAT é utilizada por diversos países, permitindo  a identificação de crianças com risco de desenvolver o TEA de forma rápida e eficiente. O método não causa desconforto nos pacientes e não utiliza recursos avançados ou específicos por parte dos profissionais de saúde.

“Por ser uma ferramenta simples e de fácil aplicação, sua obrigatoriedade não representa um ônus significativo para o Sistema de Saúde, enquanto oferece benefícios inestimáveis para o desenvolvimento infantil e o bem-estar familiar. O diagnóstico e intervenção precoces podem reduzir significativamente os custos associados ao cuidado de longo prazo de pessoas com TEA, incluindo serviços de saúde, educação especializada e suporte social”, explicou o deputado federal.

Eduardo da Fonte tem histórico de trabalho pelas pessoas diagnosticadas com o TEA, atuando na obrigatoriedade de cobertura dos planos de saúde às pessoas com o transtorno e com doenças raras, além de contribuir com a emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

O parlamentar também já garantiu a destinação de 1,5 milhão em emendas parlamentares para cidades pernambucanas como Palmares, Cachoeirinha, Macaparana e Águas Belas. Nas duas últimas, utilizadas na construção da Casa Azul de ambos os municípios. A unidade oferece atendimentos especializados às pessoas com autismo e seus familiares.

Como a Escala M-CHAT funciona?

A Escala M-CHAT é formada por 23 questões que devem ser respondidas pelos pais ou responsáveis que acompanham a criança na consulta. As opções de respostas são “sim” e “não”.

Destas perguntas, 14 foram desenvolvidas baseadas em uma lista de sintomas frequentes em crianças com autismo. Caso a criança tenha mais de três pontos nestes itens, ela é considerada em risco para o autismo.

O diagnóstico é o mesmo se ela obtiver 2 pontos derivados de itens críticos (que são as questões 2, 7, 9, 13, 14 e 15). As respostas pontuadas com “não” são: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 19, 21 e 23. As respostas pontuadas com “sim” são: 11, 18, 20, 22.
 
Confira a Escala M-Chat: 
 (Foto: Reprodução/Internet)
Foto: Reprodução/Internet
 

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