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CENSO 2022

Censo 2022: 84% dos brasileiros moram em casa; 12,5% em apartamento

A pesquisa mostra que em apenas três municípios há mais apartamentos que casas

Publicado em: 23/02/2024 18:33


A proporção da população residindo em apartamento teve expansão em todas as regiões, se comparado ao Censo de 2010 (foto: Reprodução/Unsplash)
A proporção da população residindo em apartamento teve expansão em todas as regiões, se comparado ao Censo de 2010 (foto: Reprodução/Unsplash)

De acordo com o Censo Democrático 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 171,3 milhões de pessoas moravam em casas no momento da pesquisa, o equivalente a 84% da população brasileira. Entretanto, a proporção de pessoas morando em apartamentos vem crescendo: em 2000, era 7,6%, passando para 8,5% em 2010 até chegar aos 12,5% registrados em 2022.

 

Os dados foram divulgados no Censo 2022: Características dos domicílios - Resultados do universo, nesta sexta-feira (23).

 

Na comparação entre o Censo de 2010 e o de 2022, a proporção da população residindo em apartamento teve expansão em todas as regiões. O maior percentual segue no Sudeste (16,7%) e a menor foi no Norte (5,2%).

 

O Censo também classificou os domicílios do tipo casa de vila ou em condomínio, que em 2010 abrigavam 1,6% das pessoas residentes no Brasil, passou a abrigar 2,4% em 2022. Dessa forma, em conjunto, os tipos casa e casa de vila ou em condomínio reúnem 87,2% da população.

 

O Piauí tem a maior proporção de pessoas em casas, enquanto o Distrito Federal tem a maior proporção de pessoas morando em apartamentos.

 

Além disso, o Censo notou que dos 5.570 municípios brasileiros, em apenas três predominava a moradia em apartamentos: Santos (SP), Balneário Camboriú (SC) e São Caetano do Sul (SP).

 

Outras categorias são pouco expressivas, cerca de 494 mil pessoas (0,2% da população) residia em domicílios do tipo habitação em casa de cômodos ou cortiços. As outras duas categorias abrigavam menos de 0,1% da população: habitação indígena sem paredes ou maloca, com 52 mil pessoas, e estrutura residencial permanente degradada ou inacabada, com 81 mil pessoas.

 

 

Abastecimento de água

 

Os dados divulgados nesta sexta (23) também mostram os resultados quanto à principal forma de abastecimento de água dos domicílios no Brasil. A rede geral de distribuição apareceu em 60,8 milhões de domicílios, onde residiam 167,5 milhões de pessoas (82,9%).

 

Poço profundo ou artesiano foi a segunda forma principal de abastecimento, aparecendo em domicílios que representam 9,0% da população. Na sequência, aparecem poço raso, freático ou cacimba (3,2%) fonte, nascente ou mina (1,9%).

 

Em conjunto, cerca de 96,9% da população tem acesso a água de forma considerada adequada para fins de monitoramento do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB).

 

Os considerados não adequados encontram-se o abastecimento por carro-pipa (1,0%), rios, açudes, córregos, lagos e igarapés (0,9%), e água da chuva armazenada (0,5%). Um conjunto de 0,6% da população utilizava principalmente formas de abastecimento que não se encaixavam nas opções do questionário.

 

A pesquisa também registra que em 69,3 milhões de domicílios, nos quais moravam 192,3 milhões de pessoas (95,1%), a água chegava encanada na residência. Para 2,5% da população, a água chegava encanada, mas apenas até o terreno. Para outros 2,4%, a água não chegava encanada.

 

Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal foram as Unidades de Federação que ultrapassaram os 99% de moradores com água canalizada na residência. Amazonas (9,6%), Acre 9,6%) e Pernambuco (9,2%) foram os estados com mais moradores sem água canalizada.

 

 

Confira as informações no Correio Braziliense

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