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ATO NA PAULISTA

Bolsonaro questiona acusações na Paulista: 'Golpe? usando a Constituição?'

Na sua fala, Bolsonaro afirmou que 'passou quatro anos sendo perseguido' e que 'essa perseguição aumentou' desde que deixou a presidência da República, negando qualquer tentativa de golpe de Estado

Publicado em: 25/02/2024 17:04

Bolsonaro marca presença na Av.Paulista

 (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP

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Bolsonaro marca presença na Av.Paulista (Foto: NELSON ALMEIDA / AFP )

 
Durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Jair Bolsonaro (PL) questionou as acusações de golpe contra ele. A Polícia Federal investiga uma possível tentativa do ex-presidente da República de orquestrar uma tomada de poder.

Bolsonaro afirmou em discurso do alto de  um trio elétrico que ''passou quatro anos sendo perseguido'' e que ''essa perseguição aumentou'' desde que deixou o cargo de Presidente, negando qualquer tentativa de golpe de Estado.

''Sempre ouvi dizer 'Bolsonaro queria dar um golpe' desde que assumi. O que é um golpe? É ter tanques nas ruas, usar armas, conspirar, atrair classes empresariais para o seu lado. Nada disso foi feito no Brasil. Nada disso eu fiz, e ainda assim continuam me acusando de golpe. Um golpe usando a Constituição? Deixo claro que o estado de sítio começa com o presidente da República convocando os conselhos da República e da Defesa. Apesar de não ser um golpe, o estado de sítio não foi convocado, nem os conselhos da República nem da Defesa foram consultados. O segundo passo do decreto do estado de sítio é enviar uma proposta para o Parlamento'', declarou.

Em seguida, Bolsonaro questionou a ''minuta do golpe'', achada em seu escritório em Brasília pela Policia Federal. ''Golpe? Sinceramente, porque tem uma minuta de um decreto de Estado de Defesa? Golpe usando a Constituição? Tem que ter uma santa paciência... golpe usando a Constituição.''

Sem mencionar o Supremo Tribunal Federal (STF) - o que poderia resultar em sua prisão - Bolsonaro abordou os acontecimentos do dia 8 de janeiro e as prisões que ocorreram após o protesto. Ele criticou as decisões tomadas pela Corte, afirmando que ''fogem da razoabilidade''.

O ex-presidente também citou as eleições presidenciais de 2026, mesmo estando inelegível.

''Essas penas vão além do razoável. Não podemos compreender o que levou algumas pessoas a agirem tão drasticamente contra os pobres coitados que estavam lá no dia 8 de janeiro de 2023. Agora, em 2024, temos eleições municipais. Devemos votar com consciência, especialmente para vereadores e prefeitos. E nos preparemos para 2026, pois o futuro está nas mãos de Deus. Nós sabemos o que deve ser feito no futuro para que o Brasil tenha um presidente que tenha Deus no coração, que ame a sua bandeira, que se emocione ao cantar o hino nacional e que ame verdadeiramente o seu povo. Vocês são responsáveis por mim e pelo Tarcísio estarmos aqui, somos privilegiados. No momento, ele tem o mandato, enquanto eu, não. No entanto, nós podemos decidir o futuro de todos vocês. Não podemos concordar que um poder tire do cenário político quem quer que seja, a menos que haja um motivo justificado. Não podemos pensar em ganhar as eleições afastando os opositores do cenário político'', concluiu.
 
As informações são do Estado de Minas.  

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