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GUERRA NO LESTE EUROPEU

Rússia conquista cidade estratégica e tropas seguem para o oeste da Ucrânia

Publicado em: 04/07/2022 08:32

 (Foto: AFP)
Foto: AFP
Mais uma cidade estratégica da Ucrânia foi conquistada pela Rússia. Depois de semanas de batalhas intensas, autoridades militares confirmaram, ontem, que as tropas se retiraram de Lysychansk, no leste do país, "para preservar a vida dos defensores ucranianos". "Devido às condições de superioridade múltipla das tropas russas em artilharia, força aérea, lançadores de mísseis, munições e pessoal, insistir na defesa da cidade teria consequências fatais", assinalou um comunicado divulgado o Estado-Maior das Forças Armadas. Agora, Moscou afirma ter toda província de Lugansk nas mãos.

A conquista de Lysychansk permite que as tropas russas avancem em direção a Sloviansk e Kramatorsk, mais a oeste, praticamente garantindo o controle da região do Donbass, parcialmente nas mãos de separatistas pró-Rússia desde 2014. Ambas as cidades foram atingidas por foguetes. Em Sloviansk, os ataques deixaram seis mortos e 15 feridos, segundo a prefeitura.

Lysychansk foi abandonada em chamas, confirmou o governador da região de Lugansk, Serguei Gaidai. Segundo ele, a invasão russa foi muito mais violenta do que a investida contra Severodonetsk, separada da cidade vizinha pelo Rio Donets e controlada por Moscou desde o mês passado. O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que a Ucrânia está "sofrendo pesadas perdas em todas as frentes".

Na noite de sábado, enquanto mísseis continuavam a cair no país, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, citou, em seu discurso diário à nação, que ao menos seis ataques haviam sido deflagrados pela Rússia. "Combates ferozes continuam ao longo de toda a linha de frente no Donbass", disse ele, observando que "a atividade inimiga na região de Kharkiv está se intensificando".

Reconstrução
 
Zelensky alertou contra uma "sensação de relaxamento" em muitas cidades da retaguarda. "A guerra não acabou. Infelizmente, sua crueldade só está aumentando em alguns lugares, e isso não pode ser esquecido", insistiu. No discurso, o governante se referiu também à conferência sobre a reconstrução do país, que começará hoje, na Suíça.

Líderes de uma dezena de países e organizações internacionais se reunirão em Lugano com o objetivo de traçar um roteiro para a recuperação do país devastado pela invasão determinada pelo presidente russo, Vladimir Putin, em 24 de fevereiro. "A reconstrução da Ucrânia requer investimentos colossais, bilhões, novas tecnologias, melhores práticas, novas instituições e, claro, reformas", antecipou Zelensky.

Espera-se que o encontro defina as necessidades de reconstrução para uma infraestrutura destruída, uma economia arrasada e uma recuperação socioambiental urgente. Reerguer o país poderá custar centenas de bilhões de dólares. No sábado, Zelensky se reuniu em Kiev com o premiê da Austrália, Anthony Albanese, o qual declarou que entregaria uma ajuda militar adicional no valor de US$ 100 milhões, sem especificar se na moeda australiana ou norte-americana.

Ontem, segundo a agência Euromaidan Press, a região francesa de Île-de-France se ofereceu para reconstruir a cidade ucraniana destruída de Borodyanka como um município ecológico. "Borodyanka deve se tornar uma cidade ecológica com sistemas trabalhando em tecnologias modernas de economia de energia", disse a presidente da região. Especialistas franceses farão uma avaliação oficial da área e participarão do desenvolvimento do plano, completou.

Armas
 
O chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou à rede CBS News que seu país é um dos que mais estão fazendo para fornecer ajuda militar à Ucrânia. Trata-se de uma resposta sobre os atrasos na entrega das armas, em comparação com os rápidos envios norte-americanos. Segundo ele, a longa espera se dá devido à necessidade de treinar os soldados ucranianos na Alemanha.

"Sempre veremos que a Alemanha é um dos países que mais está fazendo, porque o que estamos enviando agora é a tecnologia mais sofisticada que você pode usar", disse Scholz. Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, Berlim tem sido acusada de hesitar e relutar em enviar armas para o país atacado, por preocupação com suas relações com Moscou.

Segundo a jornalista da CBS Margaret Brennan, que entrevistou Scholz, algumas armas norte-americanas foram entregues em menos de 48 horas depois que o presidente norte-americano, Joe Biden, assinou a transferência bélica. Mas o chanceler disse que comparar esse prazo com semanas ou meses de atraso da Alemanha não é razoável. "Você deve entender que há uma diferença de um país como os Estados Unidos, que gasta tanto em defesa, que é um investimento muito grande, e tem muitas armas e estoques", justificou. Scholz acrescentou que os lançadores de foguetes fornecidos por outros países já estavam estocados, mas não eram necessariamente os mais modernos, em comparação com os que a Alemanha enviará à Ucrânia.

Acusação 
 
Por sua vez, a Rússia continua a acusar Kiev de lançar mísseis na cidade de Belgorod, perto da fronteira entre os dois países. "As defesas antiaéreas russas derrubaram três mísseis Totchka-U lançados por nacionalistas ucranianos contra Belgorod. Após a destruição dos mísseis ucranianos, os restos de um deles caíram sobre uma casa", informou o porta-voz do ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov. Desde o início da ofensiva, Moscou afirmou repetidas vezes que as forças da Ucrânia investem na região.

O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, também afirmou que seu exército havia interceptado mísseis lançados a partir da Ucrânia, em meio a versões sobre o crescente envolvimento de seu país, aliado da Rússia, na guerra entre seus dois vizinhos. "Eles nos provocam. Devo dizer que cerca de três dias atrás, talvez mais, tentaram bombardear alvos militares na Bielorrússia", disse Lukashenko, segundo a agência estatal Belta.
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