Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Últimas

ARTES PLÁSTICAS

Primeiros trabalhos de João Câmara ganham exposição na Galeria Marco Zero

Publicado em: 18/05/2022 19:10

Obras do paraibano radicado em Pernambuco poderão ser conferidas a partir desta quinta (19) (DIVULGAÇÃO)
Obras do paraibano radicado em Pernambuco poderão ser conferidas a partir desta quinta (19) (DIVULGAÇÃO)
O painel Exposição e motivos da violência, pintado em 1967 pelo multiartista paraibano radicado em Pernambuco, é o ponto de partida de João Câmara, nota nova - Ecos de 1967, exposição em cartaz a partir de hoje, às 19h, na Galeria Marco Zero (Av. Domingos Ferreira, 3393, Boa Viagem). A obra recebeu, naquele ano, o grande prêmio do IV Salão Nacional de Brasília, em 1967, desbancando artistas mais renomados no período como Hélio Oiticica, Aloísio Carvão e Lothar Charoux. 

Com curadoria de Cristiana Tejo, a exposição celebra João Câmara, ao apresentar uma seleção de trabalhos do período de 1965 até 1971, traçando um panorama do início da construção da poética do pintor e seus principais interesses, ângulo pouco mostrado em suas mostras individuais. O espaço tem visitação gratuita e é aberto de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h. Ecos de 1967 ficará em cartaz até o dia 23 de julho.

Segundo a curadora Cristiana Tejo, o painel Exposição e motivos da violência nunca ficou exposto na capital pernambucana, pois foi um prêmio de aquisição e entrou na coleção oficial do Distrito Federal. “Na época, João Câmara tinha apenas 23 anos e seu conjunto de trabalhos apresentados no certame foi considerado a nota nova do Salão, uma grande novidade, daí a inspiração para o nome da exposição. Essa é a principal obra da exposição no Recife, ela marca o início da organização do vocabulário plástico”, conta Tejo, que é pesquisadora e ex-diretora do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam).

João Câmara iniciou os estudos no curso livre de Pintura da Escola de Belas Artes da UFPE entre 1960 e 1963. Na mesma década, seus trabalhos ficaram conhecidos pelas figuras humanas com representações de corpos fragmentados, o que conferiu um caráter peculiar aos seus trabalhos. Na década seguinte, ele inicia a série Cenas da vida brasileira 1930/1954 (1974-1976), que hoje configura seu conjunto de obras mais famoso, como também Dez casos de amor e uma pintura de Câmara (1977-1983), do mesmo período. 

Em 1986, cria O olho de meu pai sobre a cidade, em que faz homenagem a seu pai e à cidade do Recife. Já no início dos anos 2000, concluiu a série Duas cidades, que tem como cenário Recife e Olinda - esta última, cidade de domicílio do artista atualmente.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
WIDGET PACK - Sistema de comentários
Manhã na Clube: entrevistas com a deputada estadual Teresa Leitão (PT) e Juliana César
Última Volta: GP da Grã Bretanha de F1 2022
Toalhas de Lula e Bolsonaro movimentam o comércio e dão o tom das eleições
Desemprego cai a 9,8% entre março e maio no Brasil
Grupo Diario de Pernambuco