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MARINA E CIRO

Em entrevista a Datena, Ciro Gomes acena a Marina Silva como possível vice

Publicado em: 24/01/2022 17:00 | Atualizado em: 24/01/2022 17:46

 (Foto: AFP / NELSON ALMEIDA)
Foto: AFP / NELSON ALMEIDA
Durante uma entrevista concedida ao apresentador - e político - José Luiz Datena (PSD) na Rede Bandeirantes, o ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT) fez acenos à ex-ministra, fundadora e filiada à Rede Sustentabilidade, Marina Silva, que já é uma figura presente em diversas eleições presidenciais com diversos cenários e palanques. 

Afagos…

Ciro começou com uma brincadeira, afirmando que gostaria que o próprio Datena fosse vice em sua chapa. “Eu queria era o Datena sabe, aquele grande comunicador?”, disse Ciro, emendou com “estou brincando, estou brincando, não posso fazer isso". 

Ciro foi respondido com um aceno - desta vez, sério - do próprio Datena. "Eu não estou brincando, seria uma honra ser vice seu, porque eu gosto de você e você é um cara honesto pra caramba". Ao retomar seu raciocínio, o pedetista disse que Marina Silva tem todos os talentos “para ser uma grande presidente do Brasil” e, num trocadilho com seu novo mote de campanha, afirmou ter confiança de que Marina “"vai nos ajudar à essa rebeldia da esperança que o Brasil precisa".

… e ataques

Na entrevista de cerca de uma hora, Ciro também fez críticas a Lula (PT) e atacou Bolsonaro (PL), postulantes que atualmente estão, respectivamente, em 1º e 2º lugar nas pesquisas de intenção de voto (sendo Lula o que tem mais ampla vantagem). O presidenciável levantou a hipótese de ambos considerarem não comparecer a debates, e criticou a posição dos adversários, que classifica como um “acordo para fugir”. 

Ciro afirmou ainda se dispor a debater com qualquer candidato, inclusive com o ex-juiz e ministro de Bolsonaro, Sergio Moro (Podemos), que busca o mesmo espaço eleitoral de “terceira via” entre Lula e Bolsonaro que Ciro deseja conquistar. 

O fator João Santana 
 
Contudo, apesar de Ciro e Marina serem aliados, a fundadora da Rede se sente desconfortável com a escolha que o pedetista fez para a coordenação de marketing de sua campanha. O publicitário João Santana, que já trabalhou para o PT e chegou a ser preso pela Lava-Jato, fez um trabalho com muitas críticas a Marina em campanhas passadas, o que lhe causa desconforto. 
 
Na visão de Marina, João Santana “representa a antítese do debate, é a política vista como um produto a ser vendido a qualquer custo e sem limite ético. Digo isso com conhecimento de causa por ter sido vítima desse tipo de estratégia em 2014, em ataques do PT, produzidos e operacionalizados por Santana. Portanto, jamais cometeria a incoerência de aceitar trabalhar com ele”. A afirmação foi feita em abril de 2021 à Agência O Globo. 
 
Na mesma entrevista, ela ainda afirmou que não tem como responder por Ciro nem pelo PDT, mas que no que lhe cabe, "desde 2014 venho repetindo que uma campanha política tem que ser baseada no debate aprofundado de programas para o Brasil. O marketing jamais deveria se sobrepor a isso. Permaneço na minha posição sobre a natureza de uma campanha política. Ou mudamos o foco ou continuaremos a ser engolidos pelo reinado das fake news e do vale-tudo”.  
 
Rede dividida

Como já foi informado anteriormente pelo Diario, há atualmente uma divisão interna no partido fundado por Marina Silva, a Rede Sustentabilidade. Enquanto pessoas como a própria ex-ministra preferem o apoio a - e talvez a composição de chapa com - Ciro Gomes, sendo acompanhada, por exemplo, pela ex-senadora Heloísa Helena. 

Outra ala com nomes como o do deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) - que aguarda o mês de março para oficializar sua filiação à Rede - e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi  vice-presidente da CPI da Covid-19, preferem o apoio a Lula. 

Na última sexta-feira (21), Lula e Randolfe chegaram a postar uma foto juntos em suas redes sociais, afirmando que tiveram uma reunião para discutir temas do Amapá e do Brasil, o que acabou deixando ainda mais evidente a divisão interna no partido do senador quando se trata da presidência da República nas eleições deste ano.
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