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CINEMA

Drama sobre a vida da princesa Diana e longa de del Toro estreiam

Publicado em: 27/01/2022 07:12

 (Foto: Diamond Films/Divulgação)
Foto: Diamond Films/Divulgação
Um filme repleto de tiros, sangue e violência visual. Descrito desta forma, o novo longa-metragem assinado pelo cinéfilo (e diretor consagrado) Guillermo del Toro, perderia muito do âmago da popularidade. Refilmagem de um clássico de Edmund Goulding (cineasta vencedor do Oscar de melhor Grande Hotel, em 1932), O beco do pesadelo ajusta a trama de filme noir de 1947, com Joan Blondell. Envolvente, o enredo deriva de um romance escrito por William Lindsay Gresham. Vale a lembrança de que Guillermo del Toro foi o responsável por A forma da água (melhor filme e melhor direção, no Oscar de 2017).

Gênero popular, nos anos de 1930, para o público de Hollywood, o noir costuma se render às imagens em preto e branco. Mas, em O beco do pesadelo, a direção de fotografia extremamente colorida é cortesia do dinamarquês Dan Laustsen. Consagrado pelos temas de limitações financeiras e estrelado por personagens minados por ingenuidade, o noir embebeda a nova produção de del Toro. Antes de chegar ao coração de Nova York, o protagonista Stanton Carlisle (Bradley Cooper) abraça um dos clichês do noir outrora estrelados por Robert Mitchum e Humphrey Bogart: vaga por terrenos baldios, até pegar carona num rabo de cometa, quando passa a integrar a trupe de circo itinerante.

"Ciência e conhecimento", pelo que dita o administrador do circo Clem (Willem Dafoe), são as chaves para este novo mundo. Entre desfiles por espelhos disformes e a convivência com tipos como o homem cobra (que exibe uma flexibilidade assustadora) e um chamado selvagem (entre o humano e o bestial), Stanton abusará do carisma, chegando a invadir o dia a dia da jogadora de tarô Zeena (Toni Collette) e do fracassado mentalista Pete (David Strathairn).

"Pessoas querem ser notadas", arrisca um dos personagens que detecta brechas para toda a sorte de trambiques serem instalados no cenário do circo. A elaboração do cenário (do filme) grita perfeição, com a direção de arte a cargo de Brandt Gordon, enquanto os figurinos do canadense Luis Sequeira, igualmente, sobressaem. Entre seres "impróprios à sobrevivência" (as atrações do circo), como demarcado por Clem, Stanton passa de empregado braçal e rústico à condição de estudioso da linguagem de trapaça, na intenção de promover "um estrago" em Nova York, sede para os futuros golpes ao lado da moça perita no manejo da eletricidade, Molly (personagem de Rooney Mara).

Uma série de pecados soterra a existência de Stanton que, apostando em códigos e oportunismo, caminha para o clássico tabuleiro armado nos filmes noir: muitas situações derivam de jogo de azar ou sorte impulsionados por fraudes e muito domínio de lábia (qualidade ressaltada no roteiro do longa, assinado por Kim Morgan e o próprio del Toro).

Entre tantos trambiques e reviravoltas, o filme ambientado nos anos de 1940 não decepciona no quesito femme fatale — no passado, a cargo de personalidades misteriosas como Lana Turner. Lilith Ritter (Cate Blanchett, destacada em premiação do Sindicato dos Atores) desponta como uma doutora, não só na frieza, mas ainda em psiquiatria. Dotada de uma pistola com punho de marfim, Lilith tem tudo para conferir fatalidade ao desfecho da trama em que malas se estufam, apinhadas de dólares. Quem completa o glorioso elenco do longa é a dupla de veteranos Mary Steenburgen e Richard Jenkins.
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