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INCÊNDIOS

Incêndios ameaçam termelétrica na Turquia e assolam a Grécia

Por: AFP

Publicado em: 05/08/2021 09:54

 (Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP)
Foto: LOUISA GOULIAMAKI / AFP
Centenas de pessoas foram retiradas nesta quinta-feira (5) dos arredores de uma usina termelétrica ameaçada por um incêndio na Turquia, enquanto a batalha continua na Grécia para controlar dois grandes incêndios perto de Olímpia e na ilha de Eubeia, alimentados por uma onda de calor excepcional.

Os dois países rivais se uniram esta semana em sua luta comum contra incêndios sem precedentes, que os especialistas associam ao aquecimento global, em meio a temperaturas que variam entre 40°C e 45°C.

Oito pessoas morreram, e dezenas tiveram de ser hospitalizadas no sul da Turquia. Não há vítimas na Grécia por enquanto.

Nesta quinta, os bombeiros gregos continuavam combatendo um incêndio em Olímpia para proteger os vestígios arqueológicos onde foram realizados os primeiros Jogos Olímpicos da Antiguidade, no oeste da península do Peloponeso.

A parte antiga de Olímpia, geralmente lotada de turistas nesta época do ano, e outras sete localidades próximas foram evacuadas no dia anterior.

"Estamos fazendo um esforço titânico em várias frentes", declarou na quarta-feira (4) à noite o vice-ministro grego da Defesa Civil, Nikos Hardalias.

O mesmo acontece na enorme ilha de Eubeia, cerca de 200 km a leste de Atenas, para tentar controlar outro incêndio violento que eclodiu na terça-feira (3) em um terreno montanhoso e arborizado.

Lá, vários povoados e um mosteiro foram cercados pelas chamas, depois que seus ocupantes já haviam sido evacuados.

Agora, o que mais preocupava é uma usina termelétrica, cheia de milhares de toneladas de carvão, na costa turca do Mar Egeu, ameaçada por um incêndio alimentado pelo vento.

Alarmes e evacuação
Ao som dos alarmes de evacuação, centenas de habitantes, levando apenas uns poucos pertences consigo, foram resgatados a bordo dos barcos da Guarda Costeira turca mobilizados no porto de Oren, segundo a AFP. Outros deixaram a área por terra.

De acordo com as autoridades regionais, "todos os produtos químicos explosivos" foram removidos do local.

"Mas existe o risco de o fogo se espalhar para as milhares de toneladas de carvão que estão no interior da usina", admitiu à imprensa uma autoridade regional, Osman Gurun.

Durante a noite, imagens divulgadas pelo prefeito de Milas, Muhammet Tokat, mostraram um violento incêndio nos portões da usina.

Uma inspeção inicial mostrou, no entanto, que o fogo noturno não causou "danos graves às principais unidades da central", segundo o gabinete do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Mais de 110 incêndios devastaram as florestas da Grécia nas últimas 24 horas, e 180 na Turquia, desde o final de julho.

De acordo com o Observatório da Terra da UE Copernicus, este julho é o segundo mais quente na Europa.

"Estamos em uma fase de absoluta desregulação climática", lamentou o vice-ministro grego da Defesa Civil, Nikos Hardalias, esta semana.

Agora, "não se fala mais em mudança climática, mas em ameaça climática", acrescentou.

O ministro turco da Agricultura, Bekir Pakdemirli, afirmou que as temperaturas na cidade de Marmaris, no Mar Egeu, atingiram uma máxima histórica de 45,5°C esta semana. "Nós travamos uma guerra", disse ele.

Em ambos os lados do Mar Egeu, as autoridades enfrentam a pressão dos habitantes e das autoridades locais que consideram os meios de combate aos incêndios insuficientes.

Em entrevista à Open TV, o prefeito de Olímpia, Giorgos Georgopoulos, pediu "mais apoio aéreo". Do outro lado da fronteira, o prefeito turco de Milas "implorou" que um "avião-tanque fosse despachado com urgência".

A oposição censurou o presidente Erdogan por não ter conseguido manter sua frota de aviões-tanque e por ter demorado a aceitar ajuda internacional.

Erdogan acusou a oposição de tentar tirar vantagem política da situação. "Os incêndios florestais são uma ameaça internacional, assim como a pandemia de Covid-19", defendeu-se o presidente.
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