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EDUCAÇÃO

Do Recife para o espaço: aluna vence o concurso 'Cientista por um dia' da NASA

Publicado em: 11/05/2021 07:38 | Atualizado em: 11/05/2021 08:04

 (Foto: Divulgação/PCR)
Foto: Divulgação/PCR

A educação pode nos levar a lugares inimagináveis, inclusive ao espaço. Foi assim que a estudante Isadora Vasconcelos, de 12 anos, se tornou campeã nacional do concurso Cientista por um dia, promovido pela National Aeronautics and Space Administration (NASA). Isadora, aluna da escola municipal Complexo Luiz Vaz de Camões, no Ipsep, se destacou na categoria Ensino Fundamental I, que contou com a participação de mais de 14 mil estudantes. Esta foi a 19ª edição do concurso mundial, onde os jovens deveriam explorar três das 27 luas que compõem o planeta Urano onde a Sonda Voyager 2 da NASA, lançada em 1986 ao espaço, visitou durante a sua jornada pelo sistema solar.

Com os desafios impostos pela pandemia e a mudança para o ensino remoto, a estudante precisou do apoio dos familiares e professores para conseguir estudar para o concurso.

“Se eu pudesse escolher e todo mundo estivesse vacinado, eu queria que estar presencialmente na escola porque fica melhor para criar. É muito ruim ter que acordar, se arrumar correndo e ficar na frente de uma tela durante uma manhã inteira.  No presencial a turma consegue tirar dúvidas, ir até a bancada falar com o professor, é bem melhor. Quando eu terminei o concurso tive que usar óculos. No início, quando eu não estava conseguindo fazer a redação, o meu pai me ajudou, me deu dicas para estudar”, relatou Isadora.

Apesar da empolgação, a estudante conta que não achava que ganharia o concurso, mas continuou estudando. A redação foi feita em abril, e o resultado foi divulgado um mês depois.

“Eu entrei pensando que não ia ganhar porque é um concurso que tem muita gente, mas foi muito legal porque eu consegui. Eu fui pesquisar todas as luas e tinha que escolher uma, foi quando eu decidi escrever sobre a Ariel, porque eu sou muito fã da princesa”, contou a estudante.

O conhecimento sobre o evento aconteceu por meio do professor de geografia, Alamy Veríssimo, através do Clube de Astronomia da escola.

“Eu venho estudando a questão espacial há um bom tempo, e trago sempre o assunto para as aulas. Usamos a tecnologia para visitar os museus, conhecer lugares e foi quando eu descobri o concurso e perguntei à turma quem gostaria de participar. Isadora mostrou interesse em pesquisar e tudo que ela se propôs a fazer foi concluído. Essa conquista vem de um tripé composto pela família, escola e professor em prol de um único objetivo: levar o máximo de educação e conhecimento para os alunos”, explica o educador. 
 (Foto: PCR/Divulgação)
Foto: PCR/Divulgação

Para Alamy, a pandemia fez com que a escola buscasse novas formas de incentivar os estudos em parceria com as famílias.

"Há uma dificuldade tecnológica grande, nós temos famílias que possuem quatro filhos e um único celular para que possam ter aula. A educação se transformou e os professores ressurgiram. Os alunos querem aprender, mas falta estrutura. O país depende dessa geração”, desabafa Alamy.

Grande incentivadora da educação, Alíria Thaíse, mãe de Isadora, contou que a filha chegou a escrever duas páginas de texto, onde teve que reduzir as pesquisas para 300 palavras, critério exigido pela NASA para participar do concurso.  

“Eu vibrei muito com a conquista de Isadora. Ela já quis ser cientista, tivemos que achar um curso de química para fazer essa experiência. Depois decidiu ser cozinheira, e fomos atrás de utensílios de cozinha para crianças. Em seguida, resolveu aprender a desenhar. Eu disse que tudo o que ela quisesse fazer eu incentivaria. Só existe um caminho: o estudo. Digo sempre a ela”, afirmou.

Agora, a aluna já traça voos mais altos. Quer fazer faculdade no Japão, pois é grande fã da cultura e da culinária do país. Aprendeu a criar mangá -história em quadrinhos de origem japonesa. Isadora ainda não sabe qual área pretende cursar, mas com toda a certeza terá um futuro tão brilhante quanto a lua Ariel.

“Eu decidi desde o ano passado que queria fazer faculdade no Japão porque amo desenhar mangás, eu crio histórias. Não sei o que vou fazer ainda, mas quando decidir sei que estarei pronta”, afirma a jovem. 
 


  





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