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CPI

Calheiros: se CPI provar, Bolsonaro será responsabilizado por agravamento de mortes

Publicado em: 08/05/2021 19:16

Senador da República e relator da comissão que apura ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia disse esperar que o presidente não tenha responsabilidade "com o agravamento do morticínio do Brasil" (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Senador da República e relator da comissão que apura ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia disse esperar que o presidente não tenha responsabilidade "com o agravamento do morticínio do Brasil" (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado Federal, que apura ações e possíveis omissões do governo federal durante a pandemia do coronavírus, Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou, neste sábado (8), que se a comissão provar a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro com alguma das 421 mil mortes por Covid-19 no Brasil, ele será responsabilizado.
 
"Eu espero que o presidente da República não tenha a responsabilidade com o agravamento do morticínio do Brasil. Eu espero que a CPI não chegue a tanto. Mas se a CPI chegar, não tenho nenhuma dúvida de que ele será responsabilizado, sim", afirmou em transmissão ao vivo da Rede TVT e do Grupo Prerrogativas.

Governistas tentaram barrar judicialmente a indicação de Renan para a relatoria da comissão, mas não surtiu efeito. Analistas políticos afirmaram que o governo deu um passo equivocado, queimando pontes com quem deveria estar buscando uma boa relação.

A CPI vai apurar também recursos da União enviados aos estados e municípios para ações de combate à pandemia. Na última quinta-feira, o presidente questionou a CPI - como tem feito nos últimos dias -, em especial uma pergunta de Renan ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que havia prestado depoimento na comissão naquele dia. O senador perguntou ao ministro se falas do presidente atrapalhavam o combate à pandemia.

"Eu queria estar na CPI. Sabe qual seria a minha resposta? 'Oh, prezado senador, excelentíssimo senador, frase não mata ninguém. O que mata é desvio de recurso público que seu estado desviou. Então vamos investigar o teu filho que a gente resolve esse problema. Desvio mata, frase não mata", disse, alfinetando Calheiros, cujo filho, Renan Filho (MDB), é governador de Alagoas.

Neste sábado, o senador também comentou a fala do presidente, dizendo que ele falou em investigar o governador do Alagoas "em uma clara tentativa desesperada de fulanização de um processo investigatório que tem fato determinado e competência constitucional delineada". 

"O Brasil não perdoaria se nós deixássemos de instalar essa CPI. E entendo que se essa CPI responsabilizar alguém, que responsabilize exatamente aqueles que por negligência, omissão, desídia, cometeram erros que poderiam ser evitáveis lá atrás e poder possibilitado a diminuição de mortes nessa pandemia. Então, eu tenho muita convicção, apesar dos pesares, das ameaças, as tentativas de intimidação, que essa CPI fará a sua parte cumprirá o seu papel", afirmou.
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