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Setor de bares e restaurantes prevê queda acima de 8% com restrições

Publicado em: 26/02/2021 12:47 | Atualizado em: 26/02/2021 12:52

Atividades de alimentação estarão proibidas de funcionar entre 22h e 5h (Foto: Pixabay/Reprodução)
Atividades de alimentação estarão proibidas de funcionar entre 22h e 5h (Foto: Pixabay/Reprodução)

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta sexta-feira, a proibição do funcionamento de serviços não essenciais das 22h às 5h a partir deste sábado (dia 27). As medidas, inicialmente, serão válidas até o dia 10 de março, de acordo com o pronunciamento do governador Paulo Câmara. Uma das atividades econômicas mais afetadas com as novas restrições é a de bares e restaurantes. Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel-PE), da última vez que o horário de funcionamento dos serviços não essenciais foi reduzido da meia noite para 22h, a queda no faturamento foi de 8%. A expectativa é que o recuo agora seja ainda maior.

Segundo André Araújo, presidente da Abrasel-PE, a entidade vinha acompanhando de perto a questão do aumento das taxas de contaminação e ocupação de leitos no estado. "Já vinha crescendo desde o carnaval e o governo está repetindo as ações tomadas anteriormente quando as taxas estavam altas. Não é uma grande surpresa. Nós tínhamos solicitado para que avisassem com o mínimo de antecedência, mas fomos informados que as medidas são tomadas de acordo com os números que vão surgindo, é um processo dinâmico. Vamos ter que cumprir as medidas, mas há consequências", afirmou.

As medidas mais restritivas serão válidas até 10 de março e a expectativa da Abrasel-PE é que a queda no faturamento seja ainda maior do que quando ação parecida foi tomada anteriormente. "Naquela ocasião, música ao vivo estava liberada e agora não, então isso vai impactar mais", disse André Araújo.

O presidente da Abrasel-PE defende que o setor vai cumprir as medidas, assim como tomar mais cuidados em relação às questões sanitárias. Porém, ele defende que o setor é grande e que não tem como dar tratamento único. "A gente pede que o governo acompanhe mais de perto com fiscalização porque tem que diferenciar o que é bar, o que é restaurante e o que é casa de shows e eventos. Tem casa de eventos que têm funcionamento como bar, então é preciso ficar atento para os locais que têm aglomeração ou aqueles outros lugares que fazem festas clandestinas. O setor formal não pode ser penalizado como um todo porque vem cumprindo o protocolo sanitário", analisou.


A expectativa do setor é que a taxa de contaminação do coronavírus vá diminuindo, que haja abertura de novos leitos e que o plano de vacinação avance mais rapidamente para enfrentar esse quadro. "Esse vai e vem está muito recorrente, tem que implementar essas medidas porque, desta forma, não vai precisar de tantas medidas restritivas assim. Elas refletem na cadeia produtiva como um todo", concluiu.

 

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