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VACINA

Presidente argentino diz que politizaram o combate à Covid-19

Publicado em: 22/10/2020 19:47

 (Foto: Argentina's Presidency Press Office/AFP)
Foto: Argentina's Presidency Press Office/AFP
A Argentina atingiu oficialmente ontem (19) a marca de 1 milhão de casos notificados do novo coronavírus, após 213 dias de quarentena. Diante deste registro, o presidente do país, Alberto Fernandez, disse que acredita adquirir a vacina "o mais rápido possível", mas acusou "a oposição e a mídia" de ter "politizado" a luta contra a pandemia.

O Ministro da Saúde argentino, González García, endossou a declaração ao afirmar que há setores da oposição que pedem diálogo, porém não trazem resoluções efetivas ao problema. "Se você tem a solução para acabar com isso, me diga e nós faremos isso agora mesmo. Mas ninguém traz uma ideia que seja melhor.", comentou García. 

Além disso, González Garcia ainda garantiu que o governo trabalha com cinco das "sete ou oito" opções que devem chegar ao mercado da vacina, entretanto demonstrou que não nutre tantas esperanças na rapidez da vinda do medicamento. "Só em março poderemos ter a vacina em massa. Mas nem mesmo os próprios fabricantes sabem a data exata, pois não sabem quando ela será aprovada", acrescentou.

Até o momento a Argentina registrou um total de 26.176 mortos e de acordo com os dados do Centro Europeu de Controle Epidemiológico (CECE), é o país com o maior número de mortes diárias por milhão de habitantes (8). Também, segundo o site especializado Our World In Data, a Argentina é seguida neste ranking pela República Tcheca (5), Israel (4), Colômbia (3), Espanha (2,5), México (2,43), Brasil (2,40) e Bolívia (2,17).

Em relação às testagens realizadas na população, o país apresentou no inicio da pandemia um sério atraso na estratégia adotada. No entanto, a proporção de positivos nos testes para diagnosticar a Covid-19 alcançou nestes últimos dias seus índices mais elevados desde março passado, excedendo 50% e sem aumentar o número diário de exames feitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma taxa positiva de 10% é aceitável, porém ultrapassá-la expressa que ela está sendo testada de forma insuficiente. Para a OMS o valor ideal é de 5% ou menos. 

Agora, a Argentina direciona suas atenções para o interior da nação, onde residem 28 milhões dos 44 milhões do povo argentino. E dessa localidade os dados alarmam as autoridades. "É um número impressionante, sim. Agora temos que nos concentrar no Interior", informou uma fonte próxima ao presidente Alberto Fernandez ao jornal La Nación. "Temos províncias onde não havia casos e em poucas horas você tem 400. A velocidade de contágio é tremenda."
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