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CINEMA

Festival digital e gratuito exibe mais de 40 filmes de terror brasileiros

Publicado em: 28/10/2020 11:01


Mostra macaBRo exibe filmes de terror gratuitamente a partir de hoje, com longas e curtas da nova geração de diretores. (Foto: Divulgação)
Mostra macaBRo exibe filmes de terror gratuitamente a partir de hoje, com longas e curtas da nova geração de diretores. (Foto: Divulgação)
 
O Recife ainda não tem um Centro Cultural Banco do Brasil para chamar de seu. No âmbito da cultura, no entanto, um dos pontos interessantes do "novo normal" é a descentralização de iniciativas através das plataformas digitais. A partir de hoje, por exemplo, todos podem acompanhar a mostra macaBRo - Horror Brasileiro Contemporâneo, realizada gratuitamente pelo CCBB em parceria com a BLG Entretenimento até 23 de novembro. O festival de cinema de terror exibirá 44 produções, entre longas e curtas-metragens da nova geração de diretores, além de nomes consagrados como José Mojica Marins, o Zé do Caixão, falecido em fevereiro, aos 83 anos. As exibições serão realizadas na plataforma darkflix.com.br/macabro.

Os longas ficam disponíveis por 24 horas, com limite de visualizações, enquanto os curtas permanecem por uma semana. O evento também terá debates e palestras, com inscrições via Sympla, além de cursos e lives no YouTube e Instagram da BLG (@blgentretenimento). A mostra macaBRo conta com curadoria de Breno Lira Gomes, curador do festival Maranhão na Tela desde 2007, e Carlos Primati, idealizador da mostra Horror no Cinema Brasileiro. Eles selecionaram obras produzidas nos últimos cinco anos, prezando pela diversidade temática dentro desse gênero.

Entre os longas estão Morto não fala, de Dennison Ramalho, exibido em mais de 40 festivais no mundo e protagonizado por Daniel de Oliveira, Fabíula Nascimento e Bianca Comparato; O animal cordial, de Gabriela Amaral Almeida, com Murilo Benício e Irandhir Santos; Sem seu sangue, de Alice Furtado, que estreou no Festival de Cannes; e o recente O cemitério das almas perdidas, de Rodrigo Aragão. De Zé do Caixão, estão os títulos A lasanha assassina, Coffin Joe’s heart of darkness, O saci e Tirarei as medidas do seu caixão.

Também estão na lista Quando eu era vivo, de Marco Dutra, com a cantora Sandy no elenco; Terminal Praia Grande, de Mavi Simão; O clube dos canibais, de Guto Parente; A casa de Cecília, de Clarissa Appelt; Condado macabro, de André de Campos Mello e Marcos DeBrito; Mal nosso, de Samuel Galli, entre outros. "Além do critério cronológico, naturalmente seguimos para uma seleção bastante diversificada. O número de produções cresceu muito nos últimos anos, então temos várias propostas, estéticas, estilos de narrativas e procedências", diz Carlos Primati, em entrevista ao Viver.
 
Quando Eu Era Vivo teve sua première internacional na 9ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roma, na Itália. (Foto: Divulgação)
Quando Eu Era Vivo teve sua première internacional na 9ª edição do Festival Internacional de Cinema de Roma, na Itália. (Foto: Divulgação)
 
"O que mais ressalto sobre o horror nacional é que ele é bastante autoral, revelando a visão do autor. Quando olhamos pro terror hollywoodiano, vemos que ele tem uma tendência de ser bem comercial, para um consumo mais rápido e previsível", diz Primati, ao opinar sobre a safra recente do gênero no país. "No Brasil, existe uma permissão a uma obra mais autoral, que reflete os pensamentos e os anseios daquele criador, mesmo que não se busque necessariamente esse caminho."

"Acabamos valorizando mais essas abordagens pessoais e sociais, com filmes que lidam com temas como racismo, totalitarismo, ordens públicas subvertidas, relações opressoras e até fanatismo religioso. São temas cotidianos, colocados em um conteúdo bastante reconhecido, ligando com aquela temática na atmosfera da tensão ou da violência", continua o curador. Para ele, essa característica de discutir o social conecta essa nova geração do horror.

"A mostra vem para celebrar esse cinema cheio de coragem e vontade de encontrar o seu público. E principalmente, de narrar uma boa história de terror essencialmente brasileira, com temáticas ligadas à nossa cultura", avalia Breno Lira Gomes.  "O cinema brasileiro não é feito apenas de um tipo de filme, e essa é uma boa oportunidade de valorizarmos ainda mais a recente produção do gênero no país. A mostra é fruto de uma produção atual e pulsante, que reúne uma nova geração de diretores e diretoras, que estão vendo a chance de experimentar dentro da linguagem cinematográfica, lado a lado com nomes já consagrados, como o grande mestre José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão."

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