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Emily em Paris conquista web, mas frustra fãs de Sex And The City; confira resenha

A nova produção da Netflix viralizou na web com figurinos estilosos e cenários clássicos de Paris, mas comparação entre Emily e Carrie Bradshaw dividiu opiniões

Publicado em: 20/10/2020 14:01 | Atualizado em: 20/10/2020 13:38

Emily em Paris aposta nos figurinos estilosos, na personagem carismática e nos cenários icônicos da capital francesa. ( Foto: Reprodução da internet)
Emily em Paris aposta nos figurinos estilosos, na personagem carismática e nos cenários icônicos da capital francesa. ( Foto: Reprodução da internet)


Não demoramos para conferir a novidade que estreou recentemente na Netflix. A nova aposta da plataforma, intitulada Emily em Paris, traz um enredo leve, divertido e digno de prender a atenção do seu público, com foco nas mulheres da geração Z. A série acompanha a trajetória de Emily Cooper, interpretada pela atriz Lily Collins, que vê sua vida mudar completamente após ser transferida para um emprego em Paris. Sem conhecidos na cidade ou domínio do idioma, porém pronta para explorar as novidades locais, a jovem se joga em diversas aventuras em sua busca por se adaptar à nova vida.

Com apenas 10 episódios, tendo aproximadamente trinta minutos cada, a trama pode ser consumida rapidamente pelos maratonistas de plantão, que não demoram para se encantar pela protagonista. Emily é jovem, bem-sucedida em sua área e dona de ideias que acabam conquistando todos ao seu redor - mas não sem, antes, se esforçar para provar seu valor aos novos colegas de trabalho franceses. Além da desenvoltura no âmbito profissional, a jovem também tem uma vida pessoal movimentada, com conflitos de interesses em seu processo de amadurecimento e na conquista de amizades e romances na capital francesa.

A trama aposta, ainda, num viés de humor, prometendo arrancar boas risadas dos telespectadores, na medida em que a personagem se envolve em problemas cômicos. Com conflitos suaves para seu rótulo de "comédia dramática" e repleta de problemas semelhantes aos do dia a dia de qualquer mulher da idade de Emily, a série está fazendo sucesso na internet, chegando a ser comparada com Gossip Girl – produção que também está disponível na Netflix e narra a história de jovens da alta sociedade de Nova York - e a icônica Sex And The City.

A personagem vai a Paris colaborar com novas diretrizes para as mídias sociais. (Foto: Reprodução da internet)
A personagem vai a Paris colaborar com novas diretrizes para as mídias sociais. (Foto: Reprodução da internet)


>> Comparação com Sex And The City frustrou fãs 

A comparação com a série Sex And The City, protagonizada por Sarah Jessica Parker no papel da colunista Carrie Bradshaw, contudo, frustrou os fãs da trama que fez sucesso no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. Emily em Paris, assim como Sex And The City, é criação de Darren Star. As duas séries têm suas protagonistas trabalhando na área de comunicação - Carrie assina coluna num jornal, Emily trabalha com maketing e redes sociais -, figurinos que se destacam e cidades que servem como "personagens" das histórias. Há, inclusive, easter eggs (referências) relacionando as duas produções, como algumas roupas usadas por Emily (semelhantes às de Carrie), tomadas parisienses e um desfile de moda com imprevistos.

Contudo, os fãs de Sex And The City sentirão falta do grupo de amigas que co-protagonizou a série ao lado de Carrie. Em Emily em Paris, há menos histórias principais correndo em paralelo, o que torna a trama menos dinâmica e mais centrada na personagem de Lily Collins. Há, ainda, menos "camadas" nas personalidades da mocinha e dos coadjuvantes. Em Sex And The City, os contornos entre mocinhos e vilões eram mais borrados, o núcleo protagonista também cometia erros, amargava arrependimentos e se deparava com conflitos de caráter e decisões difíceis de tomar. Havia, ainda, mais abordagens a temas adultos e delicados, como traição, aborto, maternidade e casamento, o que torna Emily em Paris mais juvenil. Por outro lado, à luz dos tempos atuais, Emily em Paris aborda com mais vigor a pauta feminista, o poder das mídias sociais e o tom sexista da indústria da beleza.

Carrie Bradshaw foi idolatrada no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. (Foto: Reprodução da internet)
Carrie Bradshaw foi idolatrada no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000. (Foto: Reprodução da internet)


Em relação ao estilo de Emily, alguns críticos de moda apontaram certa "obviedade" nos looks da série, o que não ocorria com Carrie, embora a moda fosse mais convencional - e portanto, mais fácil de ser questionada ou subvertida - na época em que Sex And The City foi ao ar. Isso não invalida o bom trabalho da figurinista Patricia Field (a mesma que idealizou o guarda-roupa de Carrie e das personagens de O Diabo Veste Prada), é claro, que entregou novo portfólio de inspirações às fashionistas e viu seu figurino viralizar na web nas últimas semanas.

Se você também é fã de Carrie Bradshaw, vale a pena dar uma chance a Emily Cooper - uma versão mais jovem e mais parecida com a geração atual - e, guardando as restrições das épocas em que cada uma das duas séries foi ambientada, tirar suas próprias conclusões sobre a comparação.
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