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HISTÓRIA

Indício mais antigo de cremação descoberto no Oriente Médio

Por: AFP

Publicado em: 13/08/2020 16:09 | Atualizado em: 13/08/2020 16:30

 (Foto: Reprodução/Mission Beisamoun)
Foto: Reprodução/Mission Beisamoun

Um túmulo de cremação de 9.000 anos em Israel, a evidência de cremação mais antiga no Oriente Médio, atesta uma relação totalmente nova com a morte na região, de acordo com um estudo publicado na revista PLOS ONE.
“É uma surpresa porque a cremação não foi testemunhada até o sexto milênio (antes da era cristã, ndlr) e em uma região remota (norte do Levante: Iraque, Turquia)”, explicou à AFP Fanny Bocquentin, arqueóloga e antropóloga do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS).

No entanto, “a descoberta da cremação revela uma relação totalmente nova com os mortos da região, onde prevalecia o culto aos ancestrais e os sepultamentos de longa duração”, acrescentou.

Até então, o morto era enterrado até sua decomposição quando a sepultura era reaberta para reorganizar os ossos, tirar o crânio, às vezes remodelar um rosto e enterrar novamente este crânio em outro túmulo com outras pessoas, entre outras práticas.

Dois casos mais antigos e isolados de tratamento de restos mortais com fogo - como os ossos queimados após a decomposição do cadáver em uma segunda etapa dos funerais - também foram encontrados no Oriente Médio.

Na Europa Ocidental a cremação é praticada desde o nono milênio, particularmente na França, Bélgica e Irlanda.

Descoberto no local de Beisamoun (Alto Vale do Jordão em Israel), o túmulo contém 355 fragmentos de osso humano que pertenceram a um jovem adulto (homem ou mulher), ferido alguns meses antes de sua morte. A ponta de uma flecha permanece no osso.

Segundo o estudo, a cremação seria de uma primavera entre 7.031 e 6.700 anos antes da era cristã. Resquícios de plantas revelam a presença de flores. O corpo não foi movido após a cremação, uma surpresa para os pesquisadores.

"Os restos mortais foram colocados na fogueira e não foram removidos durante ou após a cremação", explica o CNRS em nota.

O falecido parece "abandonado na fogueira", de acordo com Bocquentin.

Outros depósitos de restos cremados foram descobertos no local, sugerindo que a cremação pode ter sido uma prática frequente.

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