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LITERATURA

Bernardo Brayner mescla registros da infância com ficção em novo livro

Publicado em: 02/06/2021 09:44 | Atualizado em: 02/06/2021 14:25

Bernardo Brayner e a capa de Bicho Geográfico (Foto: Retratos Blackninja e Cepe/Divulgação)
Bernardo Brayner e a capa de Bicho Geográfico (Foto: Retratos Blackninja e Cepe/Divulgação)

Em tempos em que a foto foi tão banalizada pela facilidade de produzir registros, as imagens analógicas ganham ainda mais poder em sua capacidade de eternizar memórias e histórias. O escritor pernambucano Bernardo Brayner mergulhou no álbum da sua própria família para escrever um livro que mescla memórias da infância com ficção. Bicho Geográfico foi editado pela Cepe Editora com apoio do Funcultura e será lançado nesta quarta-feira (2), com uma live com o autor, juntamente com o editor do Suplemento Pernambuco, Schneider Carpeggiani, e do professor de Letras da UFBA, Antonio Marcos Pereira. Será no canal da Cepe no YouTube, a partir das 19h.

Na obra, as fotografias são tão protagonistas quanto o texto, pois a escrita é guiada por esses registros documentais. O autor manipula a objetividade fotográfica em prol de uma narrativa próxima da autobiografia, mas que na verdade é o que ele chama de autoficcional. "É um recurso no qual eu me coloco como observador e, assim, posso descrever e narrar o que há e o que não há nas fotos. Procurei, com estratégias documentais e autoficcionais, avaliar o impacto dessa memória pessoal, familiar, se contrapondo à memória do Brasil, examinando suas fronteiras e, também, as fronteiras entre texto, legenda, comentário", diz Bernardo.

Bicho Geográfico foi escrito em quatro meses, resultando no que o autor define como um memorial. "Precisava escrever algo depois da morte dos meus pais. É um livro sobre a ausência, sobre o que a memória e a ficção podem alcançar como reconstrução de uma vida, como preenchimento de vazios, de esquecimento" explica. "Esse atual momento de apagamento do passado foi um dos motores de escrita do livro. À medida que envelheço há uma curiosidade maior pela lembrança e, claro, uma preocupação com o futuro", reflete Bernardo.

Tempo, morte, velhice, sonho são outros temas que passeiam pelo romance. "Esses são os temas principais da minha ficção e provavelmente de qualquer uma. E são muitas as razões para que esses temas sirvam como matéria-prima da narrativa. Esses são os segredos das nossas vidas. É o que não sabemos. É o nosso diálogo particular com os mortos", finaliza.

SERVIÇO
Lançamento do livro Bicho Geográfico, de Bernardo Brayner, com autor, Antonio Marcos Pereira e Schneider Carpeggiani
Quando: nesta quarta-feira (2), a partir das 19h
Onde: Live no canal da Cepe Editora no Youtube
Preço do livro: R (impresso); R (e-book)
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