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MOSTRA

Via Sacra é tema de exposições virtuais de Semana Santa da Fundaj

Publicado em: 23/03/2021 12:22 | Atualizado em: 23/03/2021 17:39

Obra de Mestre Noza (Foto: Fundaj/Divulgação)
Obra de Mestre Noza (Foto: Fundaj/Divulgação)

A Fundação Joaquim Nabuco, o Museu do Homem do Nordeste e o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira Rodrigo Mello Franco De Andrade (Cehibra) prepararam mostras virtuais para a Semana Santa. Disponibilizadas em vídeo no YouTube da Fundaj, as exposição as exposições Via Sacra, trabalho escrito e iconográfico do paraibano de Sapé José Costa Leite, e A Via Sacra e a Arte Popular, que reúne peças em cerâmica de Antônia Leão, Manoel Antônio, Severino Vieira e Zé Caboclo e um conjunto de xilogravuras de Mestre Noza.

Sequência de acontecimentos que resultou na morte de Jesus, a Via Sacra se tornou um tema frequente em representações artísticas do catolicismo popular no Nordeste. Artistas da região utilizam técnicas em barro, madeira, cerâmica e metal para criar peças que representam essa identidade visual tão tradicional para a população dos nove estados nordestinos.

Além das xilogravuras, a exposição Via Sacra vai apresentar quatro esculturas em cerâmica de artistas pernambucanos, que fazem parte do acervo do Museu do Homem do Nordeste. As obras são de Zé Caboclo, Manuel Antônio, Antônia Leão e Severino de Tracunhaém. Fernanda Cavalcanti, coordenadora-geral do Museu do Homem do Nordeste, fala sobre a importância de abordar o tema durante a pandemia: "Na Semana Santa, um dos períodos mais importantes para os cristãos, após o duro caminho percorrido por todos nós durante o ano, exaltamos a felicidade completa da ressurreição de Jesus no Domingo da Páscoa. Celebremos um Tempo novo, vida nova, fé e esperança com a alegria da ressurreição do Senhor."

Dentre as peças de A Via Sacra e a Arte Popular, está o álbum xilográfico de 14 gravuras do Mestre Noza, intitulado Via Sacra, conjunto que faz parte do acervo do Cehibra. "Temos que aproveitar todas as oportunidades para destacar e homenagear esses artistas da cultura nordestina", destaca a coordenadora do Cehibra, Albertina Malta. Inocêncio da Costa Nick, o Mestre Noza, nasceu no ano de 1897, em Taquaritinga do Norte e, além de xilógrafo, era escultor e artesão. Ele iniciou o trabalho de gravura fazendo rótulos para marcar de aguardente e, como escultor, criando imagens de santos.

"A escolha do tema se deve aos motivos culturais tão claros, que são dados pelo fato de, numa região cristã em quase sua totalidade, ser uma semana cheia de simbolismo. Simbolismo ancorado na Ressurreição, que representa a vitória final da alegria sobre a dor, e da vida sobre a morte, a que se pode atribuir uma ênfase especial nestes tempos de tanto sofrimento coletivo e individual em consequência de um ano de pandemia", explica Mario Helio, diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca) da Fundação Joaquim Nabuco.

"Como há no acervo do Cehibra e d Museu do Homem do Norte exemplares importantes dessa temática, a iniciativa ao mesmo tempo que celebra a esperança por meio da beleza da arte valoriza e divulga o acervo da Fundação Joaquim Nabuco para que seja mais visitado e conhecido”, conta Mario Helio.

SERVIÇO
A Via Sacra e a Arte Popular
Onde: Transmissão no YouTube Fundaj Oficial
Quando: 2 de abril, a partir 17h

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