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Recifest, festival de cinema LGBT+, homenageia performer Elza Show

Publicado em: 22/03/2021 10:04

 (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação

A atriz e perfomer pernambucana Elza Show, que atua desde os anos 1960, é uma das homenageadas do nova edição do festival de cinema Recifest, que inicia nesta sexta-feira (26) e segue até o dia 31. Com uma programação diversificada, o evento promove o debate em torno da diversidade sexual e de gênero, com a exibição de 30 filmes curta-metragens, oficinas e rodas de diálogos. As produções estarão disponíveis para visualização e votação popular por cinco dias. A programação completa está disponível no site e no Instagram @recifestoficial.

Aos 70 anos, Elza Show tem uma carreira consolidada como intérprete das grandes divas da música popular, sobretudo Elza Soares. Ela iniciou a carreira aos 16 anos de idade quando saiu de casa por ser LGBT. As também artistas trans, Sharlene Esse e Raquel Simpson completam a lista dos homenageados desta edição. Em virtude da pandemia, as agraciadas receberão um pagamento pelo direito de imagem.

A campanha foi criada quando a produção foi até a casa de Elza e a encontrou em uma situação vulnerável. "Estamos vivendo um ano atípico, de pandemia, então queremos realmente ajudar. Essa homenagem será financeira, nada mais justo. A escolha deste ano foi bem especial”, explica Carla Francine, que produz o festival ao lado de Rosinha Assis. Mauro Lira, coordenador de produção do Recifest, encabeçou a campanha de arrecadação, durante os primeiros contatos, em prol de Elza.

"Fizemos a seleção das três e precisei visitar Elza pessoalmente, pela falta de contato, e ao chegar me surpreendi com a situação de vulnerabilidade que a encontrei. De cara fiz um vídeo e iniciei uma campanha para ajudá-la que teve um retorno surpreendente. Conseguimos dinheiro para fazer pequenas reformas na casa, para alimentos e outros itens de necessidade básica. Foi uma verdadeira mobilização", detalha Mauro.

Ele completa ainda que a escolha das três, para receber as homenagens da edição do evento em 2021, foi principalmente por serem nomes ícones do movimento trans no Recife. “As três estão entre as trans mais antigas do Recife. Todas sofrendo o impacto causado pela dificuldade das apresentações e instabilidade financeira", pontua. O evento é uma realização das produtoras Olinda Produções e Casa de Cinema de Olinda, com incentivo da Lei Aldir Blanc, Fundarpe e Secretaria de Cultura do Governo do Estado de Pernambuco.

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