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Minha mãe é uma peça 3 supera Star wars e lidera bilheteria no Brasil

Publicado em: 16/01/2020 08:38

Roteirista de Minha mãe é uma peça 3 destaca talento de Paulo Gustavo e aspecto emotivo do filme como fatores para o seu sucesso.  (Foto: Downtown/Paris Filmes/Divulgação)
Roteirista de Minha mãe é uma peça 3 destaca talento de Paulo Gustavo e aspecto emotivo do filme como fatores para o seu sucesso. (Foto: Downtown/Paris Filmes/Divulgação)
“Há muitos anos eu não ia ao cinema. Mas meus filhos fizeram tanta 'pressão' que acabaram me convencendo. E valeu a pena, porque nunca ri tanto. Eu me vi retratada em várias situações desse filme.” O depoimento é da professora aposentada Maria Efigênia Soares, de 68 anos, após uma sessão de Minha mãe é uma peça 3, na tarde da última segunda-feira (13), em Belo Horizonte. Ela é um dos 7.202.167 de espectadores que já assistiram ao título de encerramento da trilogia estrelada por Paulo Gustavo.
 
Desde que estreou, em 26 de dezembro passado, o longa brasileiro se mantém à frente dos resultados de bilheteria dos blockbusters norte-americanos Frozen 2 e Star wars – A ascensão Skywalker, com arrecadação que já soma R$ 115 milhões em ingressos vendidos. Mais do que isso: o longa também já foi visto por mais gente do que o primeiro título da trilogia, que levou 4,5 milhões de pessoas ao cinema em 2013. É quase certo que seu público também será maior do que Minha mãe é uma peça 2 (2016), até então o recordista da franquia, com pouco mais de 9,3 milhões de espectadores.
 
“Franquia é sempre uma incógnita. Acontece muito de o primeiro ir bem e os demais não. Mas, neste caso, ele só vem evoluindo. A questão da empatia, da identificação, ainda mais numa comédia, podem levar isso longe. E isso é um dos fatores que podem explicar esse fenômeno”, afirma o diretor e produtor de cinema Paulo Sérgio Almeida, fundador do portal Filme B, especializado no mercado cinematográfico.
 
Para Almeida, outro aspecto essencial para o sucesso do filme é seu idealizador e protagonista: Paulo Gustavo. Além de interpretar, o humorista atua em outras frentes, como produção, roteiro, divulgação e até nas estratégias de lançamento. “Paulo Gustavo é hoje o maior astro do cinema brasileiro e está se aproximando dos grandes campeões de bilheteria no Brasil, que são Os Trapalhões e Xuxa. Não se sabe até onde ele vai, mas ele é muito competente em tudo o que faz. Tem carisma, talento, sabe fazer comédia no timing certo e é, sem dúvida, um astro e um executivo de primeira do cinema”, avalia o especialista.
 
Quando o filme foi lançado, em 1.456 salas do país, ocupando, portanto, quase a metade das telas brasileiras, Paulo Gustavo declarou ao Estado de Minas que não faz um projeto pensando em bilheteria, apesar de considerá-la muito importante, e que quis que o terceiro longa fosse, sim, o melhor dos três.
 
“Quis fazer um filme do meu coração para o público curtir, se emocionar. Quis que o terceiro fosse o melhor da trilogia, mas não há esse compromisso com o sucesso de bilheteria. É claro que a gente torce, mas realmente não passa por esse lugar. O segundo foi uma explosão, e a gente não espera que faça a mesma bilheteria agora, apesar de torcer muito. Se ele fizer menos público que o segundo, a gente não vai ficar triste. A gente não está pensando nisso. Estamos, sim, fazendo um projeto lindo”, afirmou.
 
Susana Garcia, que dirigiu o filme e assina o roteiro junto com Paulo Gustavo e Fil Braz, também afirmou que o desafio da equipe é que a qualidade do terceiro filme superasse a de seus antecessores. “A gente trabalhou profundamente no roteiro e ficamos um ano nisso para contar uma história que fosse engraçada, que emocionasse, que causasse identificação e que fosse à altura do que a Hermínia (personagem principal) merece”, declarou, também na época da estreia.

AMADURECIMENTO
A franquia Minha mãe é uma peça é baseada no espetáculo teatral de mesmo nome, criado e estrelado por Paulo Gustavo. A primeira adaptação para o cinema mostrava Dona Hermínia divorciada do marido (Herson Capri), que a trocou por uma mulher mais jovem (Ingrid Guimarães). Hiperativa, ela não larga do pé de seus filhos Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo), sem se dar conta de que eles já estão bem grandinhos. No segundo longa, a protagonista teve que lidar com a “síndrome do ninho vazio”, já que “as crianças” resolveram sair de casa. Neste terceiro, a protagonista tem que se redescobrir e se reinventar,  porque os filhos estão formando novas famílias. Marcelina está grávida e Juliano (Rodrigo Pandolfo) vai se casar.
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