Diario de Pernambuco
Diario de Pernambuco
Digital Digital Digital Digital
Digital Digital Digital Digital
Notícia de Viver

Cinema

Homem imita Coringa e causa pânico em sessão do filme no Recife

Publicado em: 04/10/2019 15:27

Foto: Warner Bros/Divulgação

Uma sessão de pré-estreia do filme Coringa no Recife, realizada na última quarta-feira (2), foi marcada por apreensão e tumulto. De acordo com testemunhas que estavam na sala do Shopping Plaza, Zona Norte da capital, um homem passou parte do filme gritando e bebendo uísque enquanto torcia para o vilão, o que fez algumas pessoas espalharem o boato de que ele estaria armado. De acordo com o centro de compras, o sujeito imitava trejeitos do personagem principal, o que foi suficiente para que algumas pessoas saíssem da sala de exibição.

"Quando o filme ficou mega tenso, ele começou a torcer pelo Coringa e o público foi saindo. Ele gritou 'vão mesmo!'", relatou o jornalista pernambucano Antônio Lira. A administração do Plaza informou que, durante a confusão, o homem foi abordado, revistado e orientado a permanecer em silêncio. O shopping ainda afirmou que a exibição não precisou ser interrompida e as pessoas que deixaram a sala tiveram as entradas revalidadas para assistir ao filme em uma nova sessão.

Logo quando estreou no Festival de Veneza, na Itália, o longa-metragem Coringa causou polêmica por soar como exaltação a homens que sofrem transtornos e fobias sociais, podendo estimular comportamentos violentos nesse grupo, um fenômeno corriqueiro nos EUA. O portal CNN publicou, na última segunda-feira (30), que o Exército dos EUA e o Departamento de Polícia de Los Angeles estão em alerta sobre as exibições de Coringa. Em 2012, no estado do Colorado, um massacre foi realizado durante a sessão de O Cavaleiro das Trevas ressurge, deixando 12 pessoas mortas e 70 feridas.

Nas redes sociais, muitos apontam que Coringa é um elogio à cultura “incel”, composta por homens que sofrem de solidão, insegurança e frustração por não conseguirem se relacionar e que esbanjam ódio e misoginia em fóruns virtuais.  Durante uma coletiva sobre o filme, o Telegraph perguntou a Phoenix se ele estava “preocupado com o fato de esse filme acabar perversamente inspirando exatamente o tipo de pessoa com resultados potencialmente trágicos”. O ator se levantou e saiu.
Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Jogos Inesquecíveis: Um mundão para chamar de meu
De 1 a 5: Alterações do olfato, perda auditiva e Covid-19
01/06: Manhã na Clube com Rhaldney Santos
Arlison Vilas Bôas, um artista inventor e os desafios da pandemia
Galeria de Fotos
Grupo Diario de Pernambuco