APL Elyanna Caldas assume cadeira deixada por Rostand Paraíso na Academia Pernambucana de Letras

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 09/09/2019 16:23 Atualizado em:

Elyanna Caldas. Foto: Academia Pernambucana de Letras/Divulgação
Elyanna Caldas. Foto: Academia Pernambucana de Letras/Divulgação

A escritora e pianista Elyanna Caldas agora ocupa a cadeira de Número 14 da Academia Pernambucana de Letras. A vacância da vaga foi aberta após o falecimento do acadêmico Rostand Carneiro Leão Paraíso em julho deste ano. A votação entre os acadêmicos foi realizada nesta segunda-feira (9), às 15h, na sede da instituição, na Zona Norte do Recife. A escolhida compareceu no casarão histórico logo após a votação. Dos 40 membros da APL, 30 compareceram para a cerimônia. O placar foi de 29 votos a favor de Caldas, enquanto um foi em branco.

Elyanna Caldas é autora do livro Caminhos de uma Pianista, onde relata a sua trajetória musical. Ela professora fundadora do Curso de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dedicou-se ao ensino de piano entre 1960 e 1986. Também é professora do Conservatório Pernambucano de Música, onde ocupou o cargo de Presidente  de 1987 a 1991 e de 1995 a 1999. Como concertista exerce atividade realizando shows em vários países. É licenciada em Música pela École Normale de Musique de Paris e em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

HISTÓRICO
Natural do Recife, iniciou seus estudos musicais aos cinco anos de idade, sob a orientação de Hilda e Nysia Nobre, realizando aos dez anos o seu primeiro recital de piano. Aos dezessete anos, como aluna de Waldemar de Almeida, representou o Brasil no V Concurso Internacional Frederico Chopin realizado em Varsóvia, Polônia. Detentora do 1º prêmio no Concurso Magda Tagliaferro (Rio de Janeiro/1957), partiu para Paris com bolsa de estudos de um ano. Em seguida, fez curso de especialização chopiniana na Polônia com a professora Marguerita Trombini-Kazuro. Em Viena, foi aluna de Bruno Seidlhofer e freqüentou os Festivais de Salzburg em 1957, 1958 e 1967.

Na tentativa de ampliar as perspectivas profissionais do artista nordestino, fundou em 1983 o Movimento Arte e Cultura do Nordeste que visava a uma maior integração entre os diversos campos de atividade. Entre 1983 e 1986, o movimento realizou temporada congregando artistas de várias áreas, incentivando a descoberta de jovens. Também idealizou e coordenou no Recife os Festivais Schumann/Chopin (2010), Liszt/Mendelsohn (2011) e Debussy/Albeniz (2012), sob o patrocínio do Governo do Estado.

Voltou à Europa, em 1967-1968, para novos cursos de aperfeiçoamento e pedagogia pianística. Como bolsista do governo francês realizou, na qualidade de Presidente do Conservatório Pernambucano de Música, estágio de observação nos Conservatórios Erik Satie e Gabriel Fauré de Paris entre abril e junho/1997. Gravou cinco CDs: Simplesmente Capiba, com obras para piano do compositor, Capiba, Valsas Choros; O Charme da Valsa e do Maxixe, com obras do paulista Aurélio Gregori; Tritonis O Piano em Pernambuco, com músicas de autores pernambucanos dos fins do século 19 e inícios do século 20.



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