Defesa Covas condena ataques a Fernanda Montenegro, chamada de mentirosa

Por: FolhaPress - FolhaPress

Publicado em: 24/09/2019 21:13 Atualizado em:

Covas chamou a fala de Alvim de "desrespeito" - foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.
Covas chamou a fala de Alvim de "desrespeito" - foto: Rovena Rosa/Agência Brasil.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), condenou ataques feitos pelo diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Roberto Alvim, à atriz Fernanda Montenegro.

A fala aconteceu nesta terça-feira (24) em entrevista coletiva sobre o Festival Mário de Andrade, ocorrida na prefeitura.

Alvim, apoiador de Jair Bolsonaro, escreveu em rede social sentir "desprezo" por Fernanda e a acusou de "mentirosa". As críticas foram motivadas por um ensaio fotográfico da revista Quatro Cinco Um, que mostra a atriz vestida de bruxa numa fogueira de livros.

"A 'intocável' Fernanda Montenegro faz uma foto pra capa de uma revista esquerdista vestida de bruxa", escreveu Alvim. "Na entrevista, vilipendia a religião da maioria do povo, através de falas carregadas de preconceito e ignorância. Essa foto é ecoada por quase toda a classe artística como sendo um retrato fiel de nosso tempo, em postagens que difamam violentamente o nosso presidente."
 
Covas chamou a fala de Alvim de "desrespeito", que se agrava com o fato de ser direcionado a uma senhora, "uma atriz que representa o país no mundo inteiro", disse.

"A gente vive um momento em que as pessoas colocam as posições políticas como definidoras de caráter. É triste isso", disse Covas.

"Nós vamos poder aproveitar o que ja estava marcado há muito tempo [o Festival Mário de Andrade] para poder fazer um ato de desagravo [em favor da] Fernanda Montenegro", disse Covas.

Mais incisiva foi a reação de Ciro Gomes, que chamou Alvim de vagabundo, medíocre, picareta. "Lave a boca para falar de Fernanda Montenegro."

Também chamado de Virada do Livro, o Festival Mário de Andrade terá 150 atividades gratuitas e ocorre de 4 a 6 de outubro na capital paulista.

Fernanda Montenegro lança o seu livro de memórias, "Prólogo, Ato, Epílogo", no último dia do festival, no Theatro Municipal, e conversa sobre a sua carreira com a jornalista Marta Góes.

Outro destaque do festival relembra a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro, quando o prefeito da cidade, Marcelo Crivella, do PRB, enviou fiscais da prefeitura à feira literária para recolher livros com temática LGBT. Na programação paulistana, uma feira de livros vai ocorrer na região entre a Biblioteca Mário de Andrade e a Praça das Artes, com diferentes editoras –entre elas, algumas com iniciativas voltadas para a diversidade LGBT, a questão racial e o feminismo.


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