Luto Artista plástico Byll di Olinda morre aos 69 anos

Por: Viver/Diario - Diario de Pernambuco

Publicado em: 03/09/2019 16:09 Atualizado em: 03/09/2019 16:11

Byll de Olinda deu origem ao espaço Venda de Seu Biu, popular no Sítio Histórico do Município. Foto: Gustavo Pinheiro/Divulgação
Byll de Olinda deu origem ao espaço Venda de Seu Biu, popular no Sítio Histórico do Município. Foto: Gustavo Pinheiro/Divulgação

O artista plástico Severino Alexandre de Aguiar, popularmente conhecido como Byll di Olinda, faleceu na manhã desta terça-feira (3), aos 69 anos. Ele sofreu uma insuficiência respiratória resultante de uma metástase - um câncer no pâncreas que se alastrou pelo corpo. Byll estava internado no Hospital Oswaldo Cruz, Centro do Recife. Seu velório foi realizado no Morada da Paz, no município de Paulista, com sepultamento marcado para às 17h da terça.

Severino Alexandre nasceu em Sobral, no interior do Ceará, mas foi morar em Olinda aos 18 anos. "Durante a vida, Byll foi multifacetado ao abordar várias linguagens artísticas, mas se destacou ao trabalhar construindo objetos de madeira: móveis rústicos e artísticos, esculturas, molduras, restauração, pintura a óleo e painéis em cimento", diz André Monteiro, amigo da família e vizinho do artista. 

Byll sempre ressaltou a cidade de Olinda em suas obras, sobretudo o Sítio Histórico, onde morou por muitos anos. Sua paixão pelo município foi tanta que ele batizou uma de suas filhas de Olinda Aguiar - que tem como padrinho o cantor Alceu Valença, amigo próximo do pai. "Byll carregava muitas histórias, contos e causos. Quem não conhecia Byll, não conhecia Olinda por completo. Meu pai era meu orgulho", disse Olinda Aguiar, 32, ao Viver. Juntos, pai e filha mantinham a loja de móveis Byll di Olinda e Olinda Aguiar. Ela também é uma das administradora do bar A Venda de Seu Biu, popular no Sítio Histórico.

O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, informou em nota que recebeu com tristeza a notícia da morte do artista plástico. "Apaixonado pela cidade, sempre declarou abertamente a sua paixão pelas ladeiras do Sítio Histórico, pelo ritmo contagiante do Carnaval e as belezas únicas da terra. A admiração pela Marim dos Caetés o levou a batizar a filha com o nome de Olinda, sempre motivo de orgulho e admiração. Lupércio externa, neste momento, a solidariedade a todos os familiares, amigos e admiradores". Além de Olinda, ele deixa outros três filhos.


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